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(FDL_REFAZER)Seguros: coberturas vão do nariz ao funeral

Cresce no Brasil produtos de seguros específicos, voltados para profissionais liberais; concorrência exige inovações das seguradoras

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SÃO PAULO – Sucesso de público em países desenvolvidos, como a Alemanha e os EUA, os seguros vêm conquistando uma nova legião de seguidores aqui no Brasil. E não é apenas a procura por seguro de automóveis ou seguro de vida que vem aumentando nos últimos anos.

Virou moda entre os brasileiros fazer um seguro para o funeral, para cobrir o aluguel, e até mesmo alguns produtos voltados para as mãos e para o nariz. Não é preciso ser um Ronaldinho para ter de segurar os pés ou uma Carla Perez para fazer a cobertura de sua parte do corpo mais importante. Hoje os profissionais liberais comuns são o alvo das companhias seguradoras.

Preço varia conforme a cobertura

Há dois anos um corretor ofereceu ao médico cirurgião Inácio Pedroso um seguro em caso de acidentes envolvendo seus membros, sobretudo braços e dedos, que impossibilitariam o profissional de realizar operações. Como ele só receberia o benefício 15 dias após um acidente, Inácio não aceitou. “No começo do ano passado eu contratei outro plano, bem melhor porque a cobertura é instantânea. Qualquer coisa que me aconteça eles me pagam R$ 450 por dia”, conta o médico. “Qualquer lesão no braço, ou na mão, se eu sofrer uma fratura ou ficar doente, tenho direito a essa renda”. No entanto, para receber todos esses benefícios ele desembolsa todo mês o equivalente a R$ 95.

Os mais vaidosos, preocupados com a aparência e interessados em fazer o seguro do próprio nariz, por exemplo, terão que contratar um plano para cobrir os membros superiores. A AGF oferece um serviço que custa R$ 23,88 ao mês e dá direito, além de outros benefícios, a um valor de R$ 50 mil caso a pessoa sofra um acidente e danifique seu nariz. Além disso, ela receberá R$ 60 por dia se precisar de um afastamento do trabalho.

Existem outros planos bastante em conta como o Acidentes Pessoais Premiável, da Sul América, que custa apenas R$ 16,10 por mês e paga, em caso de morte acidental, R$ 150 mil ao segurado, que também concorre mensalmente a mais R$ 150 mil pela Loteria da Caixa. Outra apólice cuja demanda vem crescendo muito é a de cobertura do aluguel, em situações de desemprego, quando o segurado fica impedido de honrar seus compromissos. A secretária executiva Maria Claudia Fiori contratou o serviço depois que soube de sua existência. “Com esse seguro fico mais tranqüila e o medo de perder o emprego é menor desse jeito”, conta.

Produtos tradicionais com novidades

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Os seguros de vida já são bem conhecidos no Brasil, especialmente os pais de família, que têm a obrigação de não deixar sua família abandonada. Para fisgar cada vez mais clientes, as seguradoras estão inovando com os benefícios adicionais dos seguros. Quem contratar um seguro de vida da AGF, que custa anualmente em torno de R$ 90, receberá de brinde um serviço funerário, para que a família não tenha dores de cabeça depois da falência de um parente. O plano mais simples incluiu a “urna” termo usado pelas empresas para se referir aos caixões, assim como as flores, o véu, a documentação, a preparação do corpo, como maquiagem e banho, sem esquecer do livro de presença.

Para atrair novos clientes, a Sul América oferece o “motorista amigo” para os clientes impossibilitados de dirigir. Segundo o vice-presidente da área de automóveis da seguradora, Julio Avelar, é uma postura preventiva da empresa, preocupada com a própria pessoa e com as outras ao redor. O mercado de seguros no Brasil mudou muito nos últimos anos, com destaque para o segmento de automóveis. Em 1986 apenas um em cada 10 carros tinha seguro; hoje um em cada quatro possui.
Avelar explica que “o produto é bem mais barato hoje. É um serviço de qualidade. O motorista tem que estar tranqüilo 24 horas. Ao adquirir o seguro, ele está comprando tranqüilidade”. Ele recomende que se possível, as pessoas precisam adquirir o seguro mais completo, para todos os eventos.