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SÃO PAULO – Que o estado de São Paulo tem uma participação significativa no faturamento de todos os setores da economia, isto todos nós sabemos. Segundo dados do próprio IBGE (Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia) o estado responde sozinho por cerca de 33,67% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, quase três vezes mais do que o Rio de Janeiro, o segundo maior estado em termos de contribuição ao PIB, com 12,52% do PIB.
Ainda assim, os dados do faturamento da indústria de seguros divulgados nesta semana pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) surpreendem pelo alto grau de concentração regional. A pesquisa não engloba dados referentes ao ramo saúde, hoje sob a alçada da ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Cinco maiores respondem por 83,4%
De acordo com a Susep, os cinco maiores estados do país em termos de faturamento no setor de seguros são: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Ordem semelhante à observada em termos de participação do PIB, com a diferença que neste caso o Rio Grande do Sul está em quarto lugar.
No acumulado dos dez primeiros meses de 2002 as receitas com prêmios destes cinco estados alcançaram R$ 19,6 bilhões, o equivalente a 83,4% da receita total do país. Desta forma, a participação destes estados no faturamento do setor de seguros é muito maior do que a participação na economia como um todo, já que juntos respondem por pouco menos de 70% do PIB.
Mais da metade das vendas
Mas a participação mais significativa fica com o estado de São Paulo, que responde por 54,7% das receitas do setor no país, mais do que quatro vezes maior do que a participação do Rio de Janeiro, que fica com o segundo lugar.
Na verdade, a participação do Rio de Janeiro no setor é bastante em linha com sua participação na economia, de cerca 12,6%. Em seguida ficam Minas Gerais (5,8%); Paraná (5,2%); e Rio Grande do Sul (5%), cujas participações no setor de seguros são inferiores às suas participações no PIB.
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No final do ano passado, a participação de São Paulo no setor era menor, de cerca 51%, mas aumentou em 2002 devido ao aumento do preço dos seguros. Além disto, o estado estaria sendo favorecido pelo forte crescimento das vendas de VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre).
Finalmente, as seguradoras tendem a emitir apólices nos estados onde ficam suas matrizes, ao invés de onde a cobertura é contratada, o que também explicaria a distorção das estatísticas. A Susep chegou a cogitar baixar norma determinando que a apólice passasse a ser emitida no estado onde a cobertura fosse contratada, mas a proposta acabou sendo abandonada.