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SÃO PAULO – As notas de menor valor – R$ 5 e R$ 2 – são as que mais fazem falta no momento do troco para os caixas de diferentes empresas do comércio no País. Segundo a pesquisa “O Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro”, divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (28), os comerciantes e empresários reclamam menos da ausência de notas de R$ 100 e R$ 50.
Dos 1.045 entrevistados no ano passado, 73% reclamaram da falta de notas de R$ 5, número que era de 81% em 2007. Já o percentual de reclamantes da falta de cédulas de R$ 2 era 49% em 2007 e três anos depois foi para 55%.
Em seguida, vêm as notas de R$ 10, cuja falta é apontada como problema por 26% em 2010 (eram 28% em 2007), depois as notas de R$ 20, ausentes para 11% no ano passado (e 8% em 2007).
A reclamação sobre falta de notas de R$ 100 caiu de 9% dos ouvidos em 2007 para 4% dos ouvidos em 2010. Já a ausência de notas de R$ 50 foi apontada por 4% dos ouvidos em 2007 e apenas 3% no último ano.
Moedas
As moedas consideradas mais ausentes no comércio pelos ouvidos são as de R$ 1, R$ 0,50 e R$ 0,25.
A falta de moedas de R$ 1 era verificada por 46% dos ouvidos em 2007, mas esse número subiu expressivamente, e 74% dos empresários verificam esse problema agora.
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As de R$ 0,50 são reclamação de 64% dos ouvidos no ano passado (eram 58% em 2007), e a falta de moedas de R$ 0,25 é constatada por 49% dos entrevistados em 2010 (eram 50% em 2007).
Diminuiu a constatação de falta de moedas de R$ 0,10, que caiu de 42% em 2007 para 31% em 2010. As moedas de R$ 0,05 e R$ 0,01 estão em falta para 18% e 9%, respectivamente, dos ouvidos.
Segurança
O comércio também respondeu a questões sobre procedimentos de segurança com relação ao dinheiro recebido. Ao responder, a seguinte pergunta “E se a nota falsa for identificada quando o cliente já foi embora, como, por exemplo, no fechamento do caixa. Qual é o procedimento adotado pelo comércio onde trabalha?”, quase um terço dos entrevistados diz que (31%) encaminha a um banco. Esse número era bem menor em 2007, quando somava 21%.
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Mais de um quarto (27%) disse que opta por colocar a nota fora, e esse comportamento não é muito diferente do verificado em 2007, quando 26% dos entrevistados afirmaram fazer o mesmo. Há também um grande número de comerciantes que prefere usar a nota como exemplo interno (são 27%), prática que aumentou com relação a última pesquisa (quando 16% responderam fazer isso).
Caiu o número de pessoas no comércio que afirmam passar para frente as notas falsas – eles eram 13% em 2007 e agora são apenas 8%. Caiu ainda mais o número de pessoas que procura localizar quem passou a nota falsa – eram 8% em 2007 e agora só 1% faz isso.
Um dado positivo é que nove entre dez caixas costumam confirmar se as notas recebidas são verdadeiras. O percentual de 91% dos caixas que afirmaram proceder desta forma é idêntico ao verificado em 2007. Entre os elementos de segurança que os caixas costumam verificar, destaque para a marca d’água, avaliada por 44% (eram 49% em 2010).
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Em seguida, vem o fio de segurança, antes avaliado por 34% e, agora, por 30% dos ouvidos. A textura da cédula é vista por 27% (em 2007 eram 29%). Já a impressão em alto-relevo é avaliada por 28% em 2010, contra 27% em 2009.