Publicidade
SÃO PAULO – Promovido na semana passada, pelo Instituto Roncarti e pela Associação Paulista dos Técnicos em seguros, o seminário “Ética e Transparência na Atividade Seguradora” abordou um tema bastante atual para o setor segurador: a transparência no relacionamento com os consumidores e na divulgação de informações.
Com cerca de 300 participantes, que incluíam seguradoras, segurados e corretores, o seminário foi palco para inúmeras discussões acerca da resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) no último dia 31 de abril. Apesar de ainda não ter sido aprovada, a resolução trata das normas de criação das Ouvidorias nas empresas de seguros e previdência privada.
Tema ainda gera controvérsia
Na opinião do presidente da Itaú Seguros, Luiz de Campos Salles, as ouvidorias são uma forma de melhorar o relacionamento entre as empresas e os segurados, sobretudo, nos casos em que esse ficar insatisfeito com a forma que foi gerida a administração do sinistro.
No Itaú, o executivo estima que de 2,5 milhões de clientes a média de sinistros liquidados no ano seja de apenas mil. Porém, o dado mais significativo está relacionado com o índice de insatisfação dos clientes, que segundo ele é de apenas 4,8%. Isso significa que 95,2% dos segurados não têm do que reclamar.
Ainda que reconheçam os benefícios da criação das ouvidorias, alguns executivos questionam sua obrigatoriedade, e alegam que a opção deve ser das próprias empresas. Um dos executivos que compartilha dessa visão é o vice-presidente da Porto Seguro, Jayme Garfynkel. Para ele é mais importante garantir a rapidez e eficiência de atendimento. “As ouvidorias são apenas mais uma das estruturas de atendimento a serem oferecidas pelas empresas”, completa.
Transparência deve contribuir para crescimento
De maneira geral os executivos concordam que a melhora na transparência do mercado deve contribuir para o maior crescimento do setor no longo prazo. Segundo o presidente da Bradesco Seguros, Luiz Carlos Trabuco Cappi, ainda que a maior parte dos brasileiros já tenha ouvido falar de poupança e conta corrente, ainda são poucos que conhecem seguros.
Continua depois da publicidade
O aumento do conhecimento sobre o produto, na sua visão, requer investimentos de marketing com os quais o setor ainda não conta. O executivo lembra que os gastos das seguradoras com publicidade no ano passado foram de R$ 115 milhões, ou cerca de 15% do montante investido isoladamente pelo maior anunciante do país, as casas Bahia, que no mesmo período investiu R$ 764 milhões.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro