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SÃO PAULO – Vai vender um imóvel? Quando chega a hora de vender a casa ou o apartamento, a primeira coisa que o proprietário pensa é: qual imobiliária contratar para fazer o serviço, ou, por muitas vezes, quantas. Contudo, especialistas do setor afirmam que atirar para todos os lados pode não ser uma boa saída: em vez de ganhar agilidade no negócio, a pessoa pode perder o empenho do vendedor ou até ter problemas com sua própria segurança.
De acordo com o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, e com o diretor de Terceiros do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), quando há mais de um corretor responsável pelo negócio, a dedicação costuma ser menor.
“Gera uma certa desconfiança, do profissional se dedicar muito a uma comercialização e acabar perdendo para outro”, explicou Viana. “O empenho em gastar dinheiro para divlgação é menor, porque outra imobiliária pode vender no lugar”, adicionou Martins.
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Redes de exclusividade
Em sentido contrário, havendo exclusividade, o interesse é maior. “Muitas vezes um corretor se associa a uma rede de corretores para vender aquele imóvel, mas é o único responsável pela comercialização”, explicou Viana. O diretor do Secovi-SP, por sua vez, detalhou que o sindicato possui uma rede com quase 30 imobiliárias credenciadas, exatamente nesse formato.
“É mais tranqüilo para quem vende porque é apenas um intermediário responsável em fazer contato. Não há tanta movimentação de pessoas no imóvel”, contou. Dessa forma, as empresas associadas “dividem” o papel nas vendas, e só há visita de outro corretor ao imóvel quando for mostrado o efetivo interesse do comprador conhecer a edificação. “O lucro do negócio é dividido igualmente entre quem captou e quem vendeu”, explicou Martins.
Conforme o Creci-SP, o ganho por venda varia de 6% a 8% do valor do imóvel.
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Segurança
Na avaliação de Viana, outro ponto importante é a questão do controle de quem visita a casa ou apartamento com intenção de compra.
“Muitas pessoas vão olhar o imóvel, e quanto maior o número de corretores, mais difícil fica guardar a fisionomia dos visitantes”, afirmou, lembrando que muitas vezes compradores em potencial podem ter a intenção de avaliar a situação da casa para cometer atos criminosos, como roubos.