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SÃO PAULO – O nível de renda está intimamente ligado ao excesso de peso da população brasileira, especialmente entre aqueles cujo rendimento é maior.
A informação consta da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2008-2009, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com o Ministério da Saúde.
Segundo o estudo, o excesso de peso ocorre três vezes mais entre os garotos de 10 a 19 anos de maior renda (34,5%) do que entre rapazes de menor renda (11,5%). No sexo feminino, a diferença foi de 24% para 14,2%, na mesma base comparativa.
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Ainda nesta faixa etária, a obesidade foi registrada em 8,2% dos jovens de maior renda e em 9,2% na faixa de um a dois salários mínimos. Nas jovens do sexo feminino, variou em torno de 4% nas faixas intermediárias de renda, sendo menor nos dois extremos.
Anos
Desde 1989, entre os meninos de 5 a 9 anos de idade nas famílias de maior rendimento no País, houve um aumento de 25,8% para 46,2% daqueles com excesso de peso até o ano passado.
A obesidade, que atingia 6% dos meninos das famílias de maior renda em meados dos anos 1970 e 10% no final dos 1980, foi registrada em 23,6% deles entre 2008 e 2009.
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Adultos
Nos adultos, o excesso de peso foi enquadrado em todos os estratos de renda da população masculina. Já entre as mulheres, as pertencentes ao grupo dos 20% de menor rendimento engrossaram o principal avanço no peso, passando de 14,6% para 45% no período de 1974 a 2009.
A obesidade passou de 2,4% para 15,1%. Entre os 20% de maior rendimento, o aumento foi de 10,8% para 16,9%, mas houve queda entre 1989 (15,4%) e 2002-2003 (13,5%).
Pesquisa
O peso dos brasileiros vem aumentando nos últimos anos. Em 2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
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Já o deficit de altura (importante indicador de desnutrição) caiu de 29,3% (1974-75) em para 7,2% (2008-09) entre meninos e de 26,7% para 6,3% nas meninas.