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Um bom planejamento faz parte de uma viagem sem dores de cabeça, especialmente as financeiras. Afinal, o custo depende do estilo, destino e câmbio, época da viagem, e duração da estadia. Para quem planeja com antecedência, é possível passear e economizar, sem perrengues.
Erros comuns, que parecem simples, podem ser determinantes para definir se o bolso vai voltar apertado ou não.
Especialistas indicam que uma das etapas mais importantes é definir o valor total disponível antes de escolher o destino, não depois. Isso evita “esticar” o orçamento para caber no sonho. Com o orçamento em mãos, vale ficar atento aos erros mais comuns dos viajantes.
Os 10 erros que fazem turistas gastarem mais na viagem
1. Levar uma única fonte de dinheiro
Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, explica que turistas gastam mais porque tomam decisões baseadas na emoção do momento.
O ideal, nesse cenário, é levar cartão de crédito, uma reserva em dinheiro ou no Pix, e se for uma viagem internacional usar Contas Globais.
“A cotação é a comercial, muito mais barata, isso faz com que caso o seu cartão não passe você tenha outras fontes de pagamento”, afirma.
2. Comprar passagens em cima da hora
Para Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, a recomendação é comprar passagens com 1 a 3 meses de antecedência (nacional) ou 3 a 6 meses (internacional).
Usar alertas de preço podem ajudar nessa tarefa. Um dos valores que mais sobem na última hora é justamente o das passagens.
3. Ignorar taxas ocultas
Taxas de bagagem despachada, resort fee, IOF no cartão não podem ser ignoradas pelos viajantes.
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A recomendação dos especialistas é ler as condições do contrato antes de fechar a viagem e simular o custo total, não só a diária/tarifa.
4. Câmbio mal planejado
Se a viagem for internacional, considerar as compras e reservas na moeda local é essencial para evitar emergências.
Por exemplo, se o hotel está sendo reservado em libras, considere o restante da viagem na mesma moeda e não em real. Isso porque o câmbio flutua e analisar conversões com o real como base de cálculo pode deixar o orçamento da viagem no limite.
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5. Excesso de bagagem
Assim como taxas de despacho, o excesso de bagagem vira um custo adicional pesado na conta de quem viaja. A tendência é de que a mala fique mais cheia ao voltar, por isso vale deixar um espaço na ida.
Além disso, o excesso de bagagem pode minar a economia feita na compra de passagens em promoção ou milhas, por exemplo.
6. Reservas de última hora
Assim como as passagens, reservar hospedagens, carros e outros serviços de última hora podem encarecer esse produto.
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Os hotéis de maior conforto estratégico também podem ter menos possibilidades de reservas — ou mesmo com quartos mais caros — quanto mais próximos da viagem.
7. Não pesquisar transporte local
Táxi do aeroporto pode custar mais que transporte público ou por aplicativo.
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Os especialistas reiteram a importância de pesquisar as opções antes de chegar, inclusive a opção de aluguel de carros, evitando dores de cabeça no destino.
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8. Comer nos restaurantes mais falados
Outro erro é comer onde todo mundo come, restaurantes em frente a monumentos famosos, por exemplo, podem cobrar o dobro pela vista, não pela qualidade da comida.
“Ande três ou quatro quarteirões para trás, use aplicativos onde os moradores locais avaliam os lugares”, diz Patzlaff.
Além disso, passar no supermercado local no primeiro dia para comprar água, lanches e frutas pode fazer uma grande diferença a comprar água em pontos turísticos.
9. Não comprar ingressos com antecedência
As entradas e ingressos dos lugares que o viajante coloca no roteiro são partes essenciais do planejamento. Isso porque muitos deles utilizam o preço dinâmico, em que quanto maior a demanda, mais caro fica.
“Quase toda atração turística do mundo usa algoritmos de preço dinâmico, como os aplicativos de transporte. Deixar para comprar na hora significa pagar mais caro ou nem conseguir entrar”, comenta Patzlaff.
Já Bassani alerta para evitar compras por impulso em “promoções turísticas”. O ideal é definir um teto para lembranças antes de sair.
10. Viajar sem seguro
Não menos importante, o seguro viagem faz toda a diferença, especialmente para destinos fora do país.
Uma emergência médica no exterior pode custar dezenas de milhares, por exemplo. O seguro custa uma fração disso.