Entenda como o FGTS pode ser usado para pagar dívidas no novo Desenrola

Valor não poderá ser sacado para uso livre, apenas para destinação específica

Agência O Globo

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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A nova versão do programa Desenrola Brasil começa nesta terça-feira. A medida mira a renegociação de dívidas e a redução do comprometimento de renda das famílias com o pagamento das prestações aos bancos.

Os trabalhadores com saldo disponível na conta do FGTS poderão usar até 20% do valor ou até R$ 1 mil para quitar ou abater a dívida no novo Desenrola. Vale o que for maior. Por exemplo: se 20% de uma conta significa R$ 400, a pessoa poderá usar R$ 1 mil. E isso vale para saldos ativos e inativos.

Quem antecipou parcelas do saque-aniversário também poderá se beneficiar. Mas, neste caso, é preciso que os valores não estejam bloqueados para pagar o banco que concedeu o empréstimo.

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Veja como vai funcionar o uso do FGTS

Trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e saldo disponível no FGTS poderá usar parte dos recursos para pagar dívida de até R$ 15 mil.

O cotista não vai poder sacar, diretamente, o valor disponível na conta do FGTS. A operação se dará apenas entre a Caixa, operador do FGTS, e o banco credor.

O volume a ser retirado do saldo disponível será usado exclusivamente para pagamento da dívida em atraso.

O cotista deve procurar o banco credor, informar e autorizar o uso de parte do saldo disponível na conta do FGTS.

Os trabalhadores podem consultar o saldo da conta vinculada pelo aplicativo.

De acordo com ministro da Fazenda, Dario Durigan, o desconto médio será de 65% da dívida. Veja detalhes da medida e tire suas dúvidas.

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Como funciona?

Crédito novo para pagar, com descontos, dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

A dívida renegociada terá:

Para entrarem no Desenrola, as pessoas devem procurar os canais oficiais dos bancos.

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Quem pode participar?

Brasileiros com renda até 5 salários-mínimos (R$ 8.105).

Desconto que será aplicado

Percentual vai variar de acordo com a modalidade de crédito e o tempo de atraso, confira:

Rotativo do cartão de crédito e cheque especial

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Crédito direto ao consumidor ou parcelamento do cartão de crédito

Contrapartidas

Para famílias:

Bloqueio de CPF em casas de apostas por 12 meses.

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Para instituições financeiras:

Como o FGO participará do Desenrola?

O Fundo garantirá o crédito novo para que famílias renegociem dívidas atrasadas e serão utilizados como fonte de recursos para o FGO:

Consignado do INSS

O que mudará?

Consignado do Servidor

O que mudará?

Fies

Também haverá negociação para o Fies

Para empresas

Microempresas (Procred/FGO):

Pronampe/FGO

Para atender micro e pequenas empresas, ou seja, empresas com faturamento anual até R$ 4,8 milhões por ano, as alterações no Pronampe serão:

Desenrola Rural

Além de famílias, estudantes e empresas, os agricultores familiares, também terão a chance de sair da dívidas. O Desenrola Rural fará a regularização de dívidas e a reinserção produtiva de agricultores familiares, facilitando o acesso ao crédito rural.

Como funciona?

Amplia o prazo do Desenrola Rural, permitindo que mais agricultores familiares renegociem e liquidem suas dívidas antigas.

Esses agricultores são sobretudo de baixa renda. Esses agricultores são, sobretudo, de baixa renda.

O Desenrola Rural já beneficiou cerca de 507 mil produtores e, com a reabertura do prazo até 20/12/2026, pode alcançar mais 800 mil agricultores familiares, totalizando 1,3 milhão de pessoas.

Primeira versão

Em 2023, a primeira versão do programa beneficiou mais de 15 milhões de pessoas, com a negociação de R$ 53 bilhões em dívidas de diferentes setores. A política ajudou a reduzir o endividamento.

Há um diagnóstico no governo de que os bons números da economia e do mercado de trabalho não estão se refletindo em ganho de popularidade para Lula já que parte relevante do orçamento vem sendo usada para pagar dívidas. Segundo o Banco Central, quase 30% (29,7%) da renda dos brasileiros está sendo consumida pelo pagamento de dívidas, o maior patamar da série histórica, iniciada em 2005.