Engate: a procura nas oficinas para a regularização da peça ainda é baixa

Maioria dos paulistanos instalam o dispositivo para proteção contra batidas e ainda não o adaptaram às novas regras do Contran

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SÃO PAULO – A maioria das pessoas que procuram as oficinas mecânicas de São Paulo para colocar um engate no carro não o faz pela necessidade de realizar o reboque de outros automóveis, finalidade primária da peça.

Segundo os estabelecimentos, o principal motivo que leva os clientes a solicitar a instalação é proteger a traseira do veículo contra maiores estragos em caso de batida. Muitos ainda o colocam por causa do visual, como uma espécie de enfeite.

Normas do Contran

Para corrigir o desvio de desígnio do engate, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) regularizou, no fim do mês passado (no dia 25 de julho de 2006), as condições de uso do dispositivo.

O padrão definido inclui uma esfera maciça, sem superfícies cortantes, uma tomada elétrica (para conexão do carro rebocado), lugar para fixação da corrente de segurança e dispositivo de iluminação adequado.

Quem resolver equipar o carro com o dispositivo, terá que desembolsar cerca de R$ 180. O dono do carro que já tiver um engate, tem 180 dias (seis meses) para retirar a peça ou adequá-la às novas regras.

Pouca procura por regularização

No entanto, isso não tem ocorrido, pelo menos por enquanto. Na maioria das oficinas que prestam o serviço na capital, não houve procura por parte dos clientes para a adaptação depois da publicação da resolução.

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Vale lembrar que quem for flagrado circulando com o reboque fora dos padrões após o prazo de adaptação será autuado por infração grave, com multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira de motorista, além de ter o carro retido para regularização.