Endividamento se mantém estável e inadimplência cai em setembro, diz Fecomercio

Segundo os dados da entidade, a inadimplência caiu para 35% e atingiu o menor patamar desde dezembro de 2004

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SÃO PAULO – O número de consumidores paulistas endividados se manteve estável em 55% no mês de setembro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o índice era de 66%, foi registrado um recuo de 11 pontos percentuais.

Do total de consumidores endividados, 35% disseram ter contas em atraso. Em agosto, o índice era de 37%. Este resultado revela o menor nível de inadimplência de toda a história, perdendo apenas para dezembro de 2004 (32%).

Os números, divulgados nesta quinta-feira (14) pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), fazem parte da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada mensalmente na região metropolitana de São Paulo.

Comprometimento da renda

A quantidade de pessoas que não acreditam que conseguirão saldar suas dívidas também caiu no nono mês do ano. Dos consultados, 27% acreditam que não conseguirão quitar seus compromissos em setembro, contra 32% um mês antes.

Já o comprometimento da renda dos consumidores endividados caiu 3 pontos percentuais, passando de 39% em agosto para 36% este mês. Além disso, 21% dos consumidores disse estar endividado há, no máximo, três meses; 45%, de três meses a um ano; e 33%, há mais de um ano.

Perspectiva

Sobre a perspectiva de pagamento das dívidas atrasadas, 72% dos consumidores pretendem quitar parcial ou totalmente o montante ainda este mês. Em agosto, este percentual era de 67%.

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Para o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, a melhora generalizada dos indicadores é algo natural, pois após um ciclo ascendente de endividamento no fim de 2005 e início deste ano, houve uma reversão no quadro.

“No entanto, a proximidade do fim do ano costuma favorecer as contratações de novos empréstimos, e como o crescimento da renda não acompanha o aumento da concessão de crédito, eleva-se o risco futuro de inadimplência”, alerta o presidente.