Endividamento cresce em novembro e atinge 46% dos paulistanos

Segundo o levantamento, 14% possuem contas em atraso e 6% declaram que não terão condições de pagar suas dívidas

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SÃO PAULO – Contrariando os índices registrados nos últimos meses, os paulistanos estão mais endividados em novembro. Débitos com cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal ou prestações em geral apresentaram aumento de cinco pontos percentuais neste mês, quando comparados ao mês passado, ficando em 46%.

Os dados fazem parte da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada nesta quarta-feira (18) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). Quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, quando 49% dos paulistanos estavam endividados, o índice é três pontos menor.

“Com o reaquecimento da atividade econômica, o mercado de trabalho e os indicadores de renda mostram evolução favorável, contribuindo para a elevação do consumo e do endividamento, que tendem a crescer a taxas mais expressivas, com a aproximação das festas”, afirma a economista da Federação, Adelaide Reis.

Além do cenário favorável, a contínua oferta de crédito e o aumento da confiança do consumidor são fatores que contribuem para a alta intenção de compra. “Tudo indica que este será o Natal das compras a crédito”, afirma a economista.

Contas em atraso
Ainda segundo a Fecomercio, do total de famílias endividadas, 14% possuem contas em atraso em novembro, mesmo índice registrado em outubro. Dentre os inadimplentes, o índice dos que acreditam que não terão condições de pagar parcial ou totalmente as suas dívidas ficou praticamente estável, subindo um ponto em relação ao mês anterior, para 6%.

Dentre os tipos de dívidas, o cartão de crédito continua sendo o grande vilão, com 68% das indicações, índice maior que o verificado no mês passado, seguido pelas dívidas de carnês (30%), pelo crédito pessoal (13%) e cheque especial (11%).

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Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é verificada no período de até seis meses (54%), seguida pelo período superior a um ano (23%), enquanto que outros 20% dos entrevistados têm a renda comprometida por um período entre seis meses e um ano.