Endividamento aumenta e inadimplência cai em fevereiro na Grande SP

Total de endividados chegou a 67%, contra 63% em janeiro; débitos em atraso caíram de 39% para 38%

Publicidade

SÃO PAULO – Como conseqüência do período de Natal e das despesas típicas de início de ano, o endividamento dos consumidores paulistas subiu no mês de fevereiro pelo segundo mês consecutivo. Enquanto, no mês passado, 63% possuíam algum tipo de dívida (em atraso, ou não), neste mês o percentual passou para 67%.

Quando comparada a fevereiro do ano passado, essa parcela é bem maior. Naquele mês, cerca de 63% dos paulistas financiaram suas compras.

Os números, divulgados nesta quinta-feira (09) pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), fazem parte da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência), realizada mensalmente pela entidade na região metropolitana de São Paulo.

Inadimplência e comprometimento da renda

Já o nível de inadimplência não acompanhou o mesmo ritmo. Os consumidores com débitos em atraso, que em janeiro somavam 39%, passaram para 38% em fevereiro.

Sobre a perspectiva de pagamento das dívidas não pagas em seu vencimento, 80% dos consumidores pretendem quitar parcial ou totalmente o montante. Um mês antes, este percentual era de 76%. Para a Fecomercio, o aumento da renda e da oferta de crédito respondem pela melhora neste indicador.

Em compensação, 17% dos consultados acreditam que não consiguirão pagar suas dívidas em fevereiro, contra 23% dos entrevistados em janeiro.

Continua depois da publicidade

O comprometimento da renda estabilizou-se em 31% neste mês. Já o prazo médio de endividamento mostra que 68% dos consumidores possuem compras parceladas em até 12 meses, contra 31% que financiaram suas compras por um prazo maior.

Segundo o presidente da entidade, Abram Szajman, algumas medidas precisam ser tomadas para que o nível de endividamento recue.

“Caso não sejam dadas condições sustentáveis para o aumento do emprego e da
renda, a expansão do crédito terá sua capacidade limitada e haverá crescimento
da inadimplência no longo prazo”, conclui.