Empréstimo: isenção de CPMF não deve influenciar decisão do consumidor

Para Anefac, redução não deve influenciar na hora de tomar um empréstimo, mas sim o fato de parcelas caberem em orçamento

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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou na terça-feira (10) a possibilidade de o Governo isentar da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) as operações de empréstimos e financiamentos, atitude elogiada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A medida, caso seja aprovada, irá baratear os custos dos financiamentos, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Porém, suas estimativas são de que tal fato não terá nenhum impacto na decisão do consumidor de tomar um empréstimo, porque ele avalia, simplesmente, dois outros fatores: se a prestação cabe ou não em seu bolso, e sua estabilidade no emprego.

Empréstimos bancários

Em simulação, a Anefac calculou o que aconteceria num empréstimo bancário de R$ 1 mil em 12 parcelas. O valor do CPMF, que é cobrado em dobro (pelo dinheiro creditado em sua conta corrente e pela emissão de cheques para o pagamento dos compromissos junto a lojas etc), seria diminuído em mais da metade (54%), já que somente a emissão de cheques seria cobrada, e não o fornecimento do empréstimo.

Já em financiamentos de veículos, onde o pagamento inicial da compra do automóvel é feito diretamente do banco para a loja, a isenção de CPMF seria total. Isso porque a pessoa não precisa emitir cheques, tendo somente o débito na conta, o que não é cobrado segundo a nova proposta do Governo.

Diminuição não deve mudar atitude de consumidor

O cenário atual já aponta para grande oferta de crédito ao consumidor, com maiores prazos de pagamento. Apesar disso e do fato da CPMF ser descontada dos empréstimos, o consumidor não deve se iludir. De acordo com o economista da Anefac, Miguel José Ribeiro, a diminuição não deve ser relevante na hora em que o consumidor for tomar um empréstimo.