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SÃO PAULO – Deixar se levar por relacionamentos pessoais para emprestar dinheiro pode ser bastante arriscado. Afinal, quem nunca passou por uma situação em que um parente ou amigo pediu uma folha de cheque emprestada para fazer compras?
No Brasil, a prática é tão comum que o chamado “empréstimo do nome” já é a segunda maior causa da inadimplência, segundo a pesquisa divulgada neste dia 23 de setembro pela Telecheque intitulada “Perfil do Inadimplente”.
Foram ouvidos 695 consumidores, dos quais 13% (cerca de 90) disseram ter levado o calote ao emprestarem folhas de cheques para pessoas próximas. Segundo a pesquisa, em maio e julho este percentual girava em torno de 10%, sendo o terceiro maior motivo para a inadimplência do cheque e restrição de crédito.
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Consumo desenfreado
Mas a falta de planejamento e conseqüente descontrole financeiro ainda é a principal explicação para a elevada inadimplência: 29% dos pesquisados alegaram este motivo para estarem endividados. Em relação à pesquisa anterior, o percentual era bem menor, cerca de 20% dos consumidores ouvidos pela pesquisa.
Em terceiro lugar, o atraso no pagamento dos salários foi a justificativa para 12% dos entrevistados com dívidas, seguido do desemprego, com 9% das resposta. Na pesquisa anterior o atraso dos salários era a resposta de 10% dos entrevistados (3º lugar no ranking) e o desemprego de 11% (2º lugar no ranking).
Segundo o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, o aumento da inadimplência relacionada ao descontrole financeiro pode ser atribuído ao volume de cheques pré-datados emitidos em comemorações como o Dia das Mães e Dia dos Namorados. Praxedes ressalta que estas datas possuem um apelo emocional forte, e mesmo não dispondo de recursos, os consumidores acabam se endividando.