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Empresas investem cada vez mais em segurança e saúde dos funcionários

Segundo estudo, 53% das companhias investem em carros blindados e 85% contam com atividades de gestão de doenças

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SÃO PAULO – A empresa Hewitt Associates divulgou a Pesquisa de Benefícios que confirma que as empresas estão com forte preocupação com a segurança de seus executivos e maior flexibilidade na área da saúde e qualidade de vida.

A pesquisa foi realizada com 120 empresas e divulgada na quinta-feira (10).

Segurança

Com relação à segurança, carros blindados disponíveis aos presidentes já são realidade em 53% das empresas entrevistadas, sendo que 20% delas já estendem o benefício aos diretores. Entre estas companhias, 16% já têm seguranças particulares para proteger quase todos (90%) os presidentes, inclusive nos finais de semana.

Para Thaís Blanco, consultora sênior da Hewitt, os números são um reflexo da violência em grandes centros urbanos. “A segurança patrocinada pelas empresas é uma condição para que muitos executivos aceitem trabalhar no Brasil, por exemplo”, explica a consultora.

Saúde

Em 60% das empresas, os colaboradores já têm o direito de optar por planos de saúde mais elaborados, desde que assumam a diferença de custo, número 30% superior ao registrado ano passado. “A flexibilidade (nas empresas) já começa a ter seu valor percebido e praticado em alguns setores. É um avanço, sem dúvida”, disse Thaís.

Neste ano, 85% das empresas entrevistadas revelaram ter algum tipo de gestão de doenças em grupos que exigem cuidado preventivo, ante 75% em 2005. As companhias também passaram a adotar check up nos cargos de supervisão e coordenação, e sem limite de idade.

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Créditos e Envolvimento

Da empresas ouvidas, 70% oferecem opções diferenciadas de empréstimo e boa parte permite que o colaborados, dentro do limite da folha do pagamento, tenha dois empréstimos ao mesmo tempo. Entretanto as empresas estão facilitando o processo de adesão ao crédito, por meio de conversas com bancos para redução de taxas, enquanto diminuem o subsídio aos planos.

A pesquisa confirma a contínua piora da participação de gestores das áreas de Recursos Humanos nas atividades operacionais. Cerca de 52% deles tem envolvimento de médio a alto com as questões operacionais, aumento de 30% na comparação com o ano passado. De acordo com a pesquisa, este nível está aquém do desejado.