Emissão de cheques sem fundo cresce 19,7% em março

Alta ocorreu na comparação com fevereiro. Segundo a Serasa, contudo, sobre março do ano passado houve queda de 4,9%

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SÃO PAULO – De acordo com um levantamento da Serasa, divulgado nesta quarta-feira (18), o volume de cheques devolvidos subiu 19,7% em março, frente a fevereiro. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 4,9%.

Sem fundos

Ainda segundo o estudo, no terceiro mês do ano, foram compensados 132,1 milhões de cheques em todo o País, dos quais 3,04 milhões foram devolvidos duas vezes por falta de fundos. Com isto, o índice de inadimplência ficou em 23,1 cheques devolvidos a cada mil compensados.

Um mês antes, a taxa foi de 19,3 devoluções por mil compensações, uma vez que houve 2,34 milhões de cheques sem fundos, num universo de 121,1 milhões de folhas compensadas. Em março de 2006, o índice atingiu 24,3 a cada mil, pois 4,04 milhões de cheques foram devolvidos e 166,5 milhões, compensados.

Análise regional

Considerando o índice de cheques devolvidos em cada região do País em março, nota-se que o Norte e o Nordeste foram os recordistas, com 50,3 e 35 cheques sem fundos a cada mil compensados, respectivamente. Na seqüência, vêm o Centro-Oeste (27,5), o Sul (21,8) e o Sudeste (20,1).

Entre os Estados, Amapá, com 111,6 cheques devolvidos a cada mil compensados, e Roraima, com 88,1, aparecem nas primeiras posições do ranking. Por outro lado, Pernambuco (20,7) e São Paulo (19) ocupam as últimas colocações.

Acumulado do ano

Levando-se em consideração o acumulado dos três primeiros meses de 2007, a Serasa aponta que já foram compensados 395,1 milhões de cheques, dos quais 8,05 milhões acabaram voltando por insuficiência de fundos. No total, foram 20,4 devoluções a cada mil compensações.

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No mesmo período do ano passado, 447,9 milhões de cheques haviam sido compensados e 9,53 milhões deles foram devolvidos (21,3 devoluções por mil compensações), o que representa uma queda de 4,2%.

Sazonalidade e renda

Para os analistas da Serasa, a elevação verificada sobre fevereiro é resultado da sazonalidade, influenciada pelo maior número de dias úteis em março e pelo comprometimento da renda disponível com o pagamento de tributos, como Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Já a queda na comparação com março do ano passado foi a sétima consecutiva nessa base de análise, resultante da recuperação da massa de rendimento ocasionada pela aceleração do crescimento econômico.