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Emergentes: Merrill Lynch compara baixos prêmios de risco à bolha tecnólogica

Para banco norte-americano, indicadores de risco-país parecem já ter atingido mínimas e agora tendem a subir

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SÃO PAULO – O atual cenário de baixos prêmios de risco associado a mercados emergentes guarda certa semelhança com a bolha tecnológica do final dos anos 90. A opinião é do banco de investimentos Merrill Lynch, tornada pública em relatório publicado na última segunda-feira.

Para a instituição, a combinação de níveis de risco-país extremamente baixos aos emergentes e severa aversão aos títulos corporativos norte-americanos considerados mais seguros é um aspecto que, daqui a algum tempo, será visto com o mesmo espanto que atualmente interpreta-se a agora óbvia bolha tecnológica da década passada.

Aumento da aversão ao risco

Segundo a Merrill Lynch, já há sinais de que o grau de aversão ao risco começa a aumentar, com os prêmios de risco dos mercados emergentes assumindo trajetória ascendente após atingirem mínimas históricas.

Paralelamente, muitos dos papéis das grandes companhias dos EUA – tidos como de menor risco – vêm apresentando uma performance superior à média do mercado.

Assim, o banco norte-americano relembra o que experiência histórica sugere: ativos de maior qualidade (aqueles considerados mais seguros) tendem a apurar bom desempenho em períodos como o que se inicia.