Em tempos de incertezas, como investir R$ 1 milhão?

Para professor da FGV, abrir um negócio próprio pode não ser o mais indicado, mas sim, colocar a quantia na poupança e aguardar fim da turbulência

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SÃO PAULO – O programa Big Brother Brasil 9 está chegando ao final, e uma nova pessoa deve se tornar milionária. Porém, esse dinheiro chega numa época turbulenta para a economia, que deixa até mesmo os mais experientes dos investidores perdidos. Afinal, qual é a melhor forma de investir essa quantia em um período de crise?

Para o professor da FGV-Rio (Fundação Getúlio Vargas) e autor do livro Sobrou Dinheiro! – Lições de Economia Doméstica, Luis Carlos Ewald, quem possui R$ 1 milhão e quer fazer esse dinheiro render, deve evitar abrir um negócio por impulso neste momento.

Ewald afirma que só deve abrir o próprio negócio quem já tinha essa intenção e tem profundos conhecimentos sobre a área que irá trabalhar. Ele lembra que, no Brasil, 90% das empresas abertas fecham em um prazo de cinco anos.

Bons investimentos

A coisa mais importante a ser feita antes de sair gastando muito dinheiro é planejar a melhor alocação para ele. E isso vai depender muito de cada caso. A decisão de quanto consumir está relacionada com o nível atual de seu patrimônio. Se você já acumulou bastante durante sua vida, certamente não irá precisar gastar muito.

Mas, aqueles que, como a maioria da população, talvez não tenha tanto dinheiro guardado, será que não seria bom gastar um “pouquinho”? Sim, mas com cautela. É preciso ter controle! Dessa forma, a sugestão é consumir no máximo 40% do total, ou R$ 400 mil. Dá para comprar uma boa casa, trocar de carro e ainda ajudar alguns parentes e amigos. E não se esqueça de aplicar o resto, os outros R$ 600 mil.

A dica, a partir de agora, é investir a maior parte em aplicações tradicionais, em que você não corre grandes riscos. Dentro desse segmento estão os fundos DI, imóveis e os fundos de renda fixa. Por outro lado, é ainda possível aumentar o seu patrimônio aplicando em investimentos um pouco mais arriscados, como fundos de ações e fundos multimercado.

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O percentual de alocação em cada modalidade, neste caso, pode variar de acordo com a idade, por exemplo:

Decisão personalizada

Antes de colocar toda a economia em uma aplicação, é comum surgir a pergunta: mas qual é o melhor investimento? A resposta, no entanto, não é tão simples assim, já que varia de pessoa para pessoa.

Assim, investir exige decisão personalizada e cada um deve avaliar seus objetivos antes de escolher onde colocar o dinheiro.

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Para identificar seu perfil, alguns pontos devem ser analisados: