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SÃO PAULO – De acordo com um relatório da Divisão de População das Nações Unidas, divulgado na terça-feira (13), a média de idade no Brasil em 2050 será de 40 anos, perdendo um pouco, segundo o órgão, a característica de ser um País de jovens.
A tendência de envelhecimento da população é mundial e vem acompanhada de um grande crescimento demográfico. De acordo com o relatório “Projeções sobre a População Mundial – Revisão 2006”, nos próximos 43 anos, a população mundial passará dos atuais 6,7 bilhões para 9,2 bilhões, com maior aumento em países em desenvolvimento.
Mudança
Segundo o especialista da Divisão, François Pelletier, em entrevista à Rádio ONU, a mudança no perfil demográfico brasileiro requer políticas demográficas e econômicas adequadas.
Para Pelletier, seria necessário fazer algumas previsões relacionadas à mudança, principalmente no sistema de saúde e de previdência social.
Maiores de 60 anos
De acordo com o relatório, metade da população mundial terá, em 2050, mais de 60 anos, principalmente em razão da baixa natalidade e do aumento da esperança de vida.
No Brasil, de acordo com o IBGE, a expectativa de vida vem aumentando cada vez mais e pode chegar a quase 80 anos em 2030.
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Impacto na Previdência
Principalmente pela diferença entre nascimentos e óbitos, e o conseqüente envelhecimento da população, o déficit da Previdência volta à tona.
O que acontece é que, ao longo dos anos, a relação entre trabalhadores ativos x inativos tem diminuído: em 1950, existiam oito contribuintes ativos para um aposentado. Em 1990, este número caiu para a metade, na proporção de 2,5 para um. Atualmente, após nova redução, vivencia-se um “empate”: cada trabalhador ativo remunera um aposentado. Daí o problema.
Para diminuir o déficit, o caminho seria aumentar a receita. Porém, se o número de trabalhadores ativos não cresce, seria necessário elevar a contribuição de cada um, o que é completamente inviável (hoje o valor destinado ao INSS compromete uma porcentagem bastante significativa dos salários).
Em contrapartida, o caminho seria então reduzir as despesas: outro dilema, considerando-se o número crescente de aposentados!
Pensando no futuro
Por esses dados, é importante que a população em geral se preocupe com o futuro. A tendência, segundo o próprio IBGE, é que a expectativa de vida ao nascer aumente gradativamente, ano a ano, o que faz com que os pais, hoje, além de garantir o próprio sustento, tenham de se preocupar com o futuro financeiro dos filhos, geração que, se mantida a tendência, sofrerá ainda mais com o déficit previdenciário.