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SÃO PAULO – A quantidade de cheques devolvidos em março, por falta de fundos, aumentou quase 26% (25,54%) em relação a fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2008, houve alta de 12,88%.
De acordo com levantamento da Equifax divulgado nesta segunda-feira (6), no terceiro mês do ano, foram devolvidos 2.757.672 cheques por falta de fundos.
Menor capacidade pagamento
Segundo a empresa, o crescimento do volume de cheques devolvidos, na comparação com o mês anterior, foi resultado do aumento da taxa de desocupação e à estagnação do crescimento da reda disponível ao consumo.
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Esses fatores fizeram com que a capacidade de pagamento dos compradores fosse menor, embora a atividade comercial tenha apresentado pequena evolução no mês passado.
A Equifax considera ainda “muito preocupante” o comportamento da curva de tendência do volume de cheques devolvidos ao longo do tempo, que voltou a subir no último trimestre. “Não resta dúvida de que esta inflexão se deve aos efeitos negativos da atual crise financeira internacional, que afetou, ainda que moderadamente, a capacidade de pagamento dos consumidores brasileiros”, constata a empresa.
Ela ainda prevê que a situação pode se agravar ainda mais ao longo do ano, mas “espera-se que tal fato não atinja níveis que possam por em risco a estabilidade financeira das empresas brasileiras”.
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Títulos protestados
Ainda segundo o levantamento, o número de títulos protestados em março cresceu 36,43% frente a fevereiro. No terceiro mês do ano, houve 982.693 protestos, contra 720.276 um mês antes.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando 1.080.714 títulos foram protestados, houve recuo de 9,07% no volume.
Sobre a pesquisa
A análise de inadimplência da Equifax é baseada em informações públicas fornecidas pelo Banco Central, por meio de cartórios, juntas comerciais, fóruns e a partir das transações comerciais realizadas por 28 mil clientes em todo o País.
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O banco de dados registra 338,8 milhões de informações positivas, 121 milhões sobre cheques sem fundos, 31,5 milhões de títulos protestados, 137,7 mil informações sobre falências, concordatas e recuperações judiciais e 8,7 mil registros de empresas golpistas.