Educação previdenciária pode integrar grade de escolas e faculdades

Professores vão receber formação para trabalhar temas; objetivo é informar desde cedo as pessoas sobre os benefícios

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SÃO PAULO – O Programa de Educação Previdenciária (PEP) do Ministério da Previdência Social pode ser expandido para faculdades do País, integrando o currículo de ensino das instituições.

A proposta é incluir o tema na formação dos profissionais de educação, trabalhando conceitos dentro das faculdades que oferecem estes cursos.

Em reunião com diretores de algumas instituições de ensino, a coordenadora nacional da iniciativa, Tereza Ouro, traçou as primeiras diretrizes para a nova fase do PEP.

Objetivos

A idéia parte do princípio de que os alunos das faculdades vão estar, em pouco tempo, trabalhando em escolas de ensino fundamental e médio. Desta forma, se eles tiverem educação previdenciária se tornarão multiplicadores do conhecimento, ajudando a promover a abordagem do tema.

Segundo Ouro, a Previdência não precisa ser uma disciplina específica, mas deve atingir outros conteúdos de forma transversal, “disseminando a cultura previdenciária em todos os níveis da educação formal”, diz.

O objetivo principal é fazer com que os alunos entendam a importância, para eles próprios e para suas famílias, da Previdência Social. “Esse é um trabalho preventivo. Se a gente consegue, efetivamente, entrar nas escolas hoje, poderemos dar continuidade em todos os níveis da educação. Isso é importante porque muitos alunos saem do ensino médio direto para o mercado de trabalho, não raramente em ocupações informais. Mesmo que não cheguem à universidade, esses jovens já sairão da escola conhecendo a Previdência, cientes de seus deveres e prontos para reclamarem seus direitos no presente e no futuro”, afirmou a coordenadora.

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O PEP já tem cinco anos de existência e atendeu quase cinco milhões de pessoas nesse período. A experiência deve ser iniciada na Facede (Faculdade de Educação) da Universidade Federal da Bahia, e será apresentada ao fórum nacional das faculdades de educação, a fim de ampliar seu alcance. Segundo Tereza Ouro, a idéia está em fase de estudo, mas a inclusão da educação previdenciária nos programas de faculdades está de acordo com os princípios do PEP.

Inclusão e informação

Para Ouro, o verdadeiro déficit da Previdência é o social, já que milhões de pessoas estão hoje fora da cobertura da Previdência e nunca vão poder receber aposentadoria. Na maioria dos casos isso ocorre por falta de orientação, e é isso que pretende ser trabalhado com o PEP.

O Programa de Educação Previdenciária está presente hoje em todas as 102 Gerências Executivas com os comitês regionais e conta com o apoio de comitês locais nas 1.164 agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O programa realiza ações como palestras, seminários, fóruns e visitas a feiras-livres, projetos de assentamento rural, comunidades quilombolas e indígenas etc.