E se o Citigroup vendesse totalmente seus 17% em participação na Redecard?

Corretora analisa qual seria a consequência da operação para o Citi, para a Redecard e para os acionistas minoritários

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SÃO PAULO – A crise de crédito global, que vem se aprofundando desde o início do segundo semestre do ano passado, tem feito fortes estragos, no setor financeiro em especial. Uma das vítimas mais recentes desse efeito foi o Citigroup, que reportou prejuízo de US$ 18,7 bilhões em 2008 – sendo US$ 8,29 bilhões somente no quarto trimestre.

Para se proteger da crise e recuperar as perdas, especula-se que o banco está considerando uma fusão do CitiFinancial com a Credicard, além da venda de sua participação em firmas brasileiras, como a Redecard (RDCD3).

A equipe da Itaú Corretora destaca, porém, que quanto à Redecard, tal operação não pode ser realizada, já que existe um acordo com os acionistas controladores da Redecard que proíbe a diminuição de participação do grupo na empresa, atualmente em 17%.

“Mantemos, portanto, nossa recomendação de sector perform para a Redecard, com preço justo para o fim de 2009 de R$ 31,80 por ação”, afirmou.

E se fosse vendida a participação?

A corretora acredita que é pouco provável que o Citi queira vender seus investimentos no Brasil, mas entre as empresas em que tem participação, a Redecard aparece como a mais líquida para a equipe.

Segundo os analistas, a venda total dos 17% de participação na companhia valeria ao banco cerca de R$ 2,9 bilhões, com base na média das cotações dos últimos 30 a 90 dias. A operação beneficiaria também o Itaú e o Unibanco, que possuem participação na Redecard, já que poderiam manter seu controle na empresa sem ter que investir mais.

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Com a operação, a Redecard teria que cancelar as 114,4 milhões de ações adquiridas anteriormente pelo Citi, o que aumentaria em 20% a participação de Itaú, Unibanco e dos acionistas minoritários.