E-mails: hábitos nocivos de usuários alimentam indústria de spam

Destinatários clicam em links que ativam o recebimento de mais mensagens indesejadas e ainda fazem compras através de spam

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SÃO PAULO – O grande volume de spams e a transmissão de vírus por e-mail são mantidos principalmente pelos próprios internautas, que têm costumes nocivos. Pelo menos esta foi a conclusão da pesquisa divulgada na última quarta-feira (23) pela Mirapoint e pelo Radicati Group.

O estudo mostra que ao menos 10% dos usuários de e-mail fazem compras por meio de mensagens indesejadas de e-mail. Ao clicar nos links dentro do e-mail, o usuário acaba confirmando aos spammers (remetentes) que o seu endereço está ativo, hábito de nada menos do que 31% do universo de usuários entrevistados.

Link mentiroso

O risco aqui é abrir as portas do computador para diversos vírus e códigos maliciosos eventualmente escondidos no link. Quando uma conta de e-mail é ativada, todo o domínio se torna mais vulnerável a ataques. No caso de uma empresa, quando vários e-mails estão expostos, o alastramento dos danos pode ser rápido e atingir potencialmente parceiros de negócios ou destruir bases de dados.

Muitos links com a opção de descadastramento, para interromper o recebimento do spam, são na verdade outra ferramenta para a confirmação de e-mail ativo usada pelos spammers. Cerca de 18% dos pesquisados tentaram se retirar das listas de envio usando o endereço fornecido na mensagem.

Esquema lucrativo

Levando em consideração o baixíssimo custo do envio de milhares de e-mails e a concretização de uma compra a cada 10 mensagens recebidas, o cenário para a indústria de spam se mostra bastante lucrativo.

A moral da história, segundo os analistas responsáveis pela pesquisa, é uma só: nada adianta toda a tecnologia que está disponível para proteger computadores, se os funcionários de uma empresa têm maus hábitos no uso do e-mail.