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SÃO PAULO – A intenção de gastos na internet com eletroeletrônicos dobrou, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2008, de R$ 400 para R$ 850, de acordo com a “Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo”, divulgada na semana passada pelo Provar (Programa de Administração de Varejo).
Além disso, considerando o montante que os consumidores comuns pretendem gastar com este tipo de produto entre abril e junho deste ano, R$ 747,60, o valor declarado pelas pessoas que fazem compras on-line também é maior.
Intenção de gasto
Além do segmento de eletroeletrônicos, apenas o de informática apresentou variação na intenção de gastos dos consumidores virtuais, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2008. Neste último caso, o valor médio passou de R$ 1.750 para R$ 1.250.
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| Intenção de gastos na internet – 2° trimestre de 2008 | |
| Linhas de produtos | Valor médio |
| Linha branca (máquina de lavar, secar, geladeira, lava-louça, microondas etc.) | R$ 1.250 |
| Eletroeletrônicos (TV, DVD, aparelho de som, câmeras digitais etc.) | R$ 850 |
| Informática (computador, laptop, impressoras etc.) | R$ 1.250 |
| Telefonia e celulares (aparelhos de telefone, celulares e acessórios) | até R$ 300 |
| Produtos para a casa (cama, mesa e banho, móveis e decoração etc.) | até R$ 300 |
| CDs, DVDs, livros e revistas | até R$ 300 |
| Cosméticos, perfumaria e saúde | até R$ 300 |
| Brinquedos | até R$ 300 |
| Utilidades domésticas (chapinha, barbeador, secador de cabelos etc.) | até R$ 300 |
| Outros | até R$ 300 |
Fonte: Provar
Intenção de compras
Considerando os 4.207 domícilios do Estado de São Paulo que costumam comprar pela internet regularmente, pesquisados entre os dias 10 e 20 de março de 2008, o levantamento constatou que 14,4% não pretendem adquirir nenhum produto on-line no segundo trimestre deste ano.
De acordo com a professora do Provar, Patricia Vance, apesar de a internet ser um mercado mais concorrido, é mais estável, uma vez que os consumidores que já têm o hábito de comprar neste ambiente o fazem freqüentemente. “A sazonalidade é menor e as vendas apresentam menos variações”, explica.
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Como já acontece há algum tempo, a intenção de compras na internet é maior em segmentos nos quais a aquisição é mais objetiva, como CDs, DVDs, livros e revistas (43,6%) e informática (33,2%). Por outro lado, em brinquedos (11,3%) e utilidades domésticas (9,7%), por exemplo, a intenção de compras é bem menor.
Pesquisa no varejo tradicional
Considerando o percentual de e-consumidores que pesquisam no varejo tradicional, antes de efetuar uma compra pela internet, os destaque ficam com os segmentos de linha branca (78%), produtos para casa (73%) e telefonia e celulares (71%). Na outra ponta, ficam CDs, DVDs, livros e revistas e viagens e turismo, ambos com 46%.
“Mesmo oferecendo preços e condições diferenciadas, a internet pode perder clientes no momento em que eles entram nas lojas físicas. Isso porque eles podem mudar de opinião sobre o produto ou resolver comprá-lo na hora”, finaliza Patricia.