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SÃO PAULO – As ações da Droga Raia (RAIA3) e da Drogasil (DROG3) fecharam esta terça-feira (13) com forte desvalorização. Os papéis da primeira recuaram 4,0%, a R$ 26,10 – cotação mínima do dia. A segunda ação também fechou no seu menor patamar do intraday (R$ 11,62), indicando queda de 4,44%. O Ibovespa, benchmark da bolsa brasileira, recuou 0,25% nesta sessão.
O movimento negativo dos papéis das duas redes de farmácia, que no final de julho anunciaram a fusão de suas atividades, se contrapõe à visão otimista relatada pela equipe de analise do Itaú BBA, que em relatório divulgado nesta terça recomendou a compra das ações da Droga Raia, estipulando um preço-alvo para 2012 de R$ 44,10 – o que configura um potencial de valorização de 68,96% em relação ao fechamento atual.
Dentre os pontos destacados pelos analistas Rodrigo Corrêa, Cida Souza e Marcello Rossi, estão a forte exposição da empresa ao mercado doméstico – cuja demanda por produtos farmacêuticos vem aumentando com a melhora de renda, o aumento do uso dos genéricos e o envelhecimento da população -, o bom nível de governança corporativa, o fortalecimento capacidade de execução e história de crescimento orgânico positiva.
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Sobre a fusão entre as duas companhias, o time do Itaú BBA destaca que a nova empresa a ser criada nascerá com um valor de mercado em torno de R$ 6,8 bilhões e faturamento de R$ 4,1 bilhões.
Fatores de risco
Porém, os analistas também apontaram os fatores de risco para esse investimento, que podem influenciar negativamente nas ações da companhia. Dentre eles, está a possibilidade da fusão entre as companhais não ser aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Outro ponto é a baixa liquidez das duas ações, fato que pode restringir a movimentação dos investidores nesses papéis. Por fim, uma deterioração no cenário macroeconômico global podem vir a impactar as ações das duas companhias, a despeito da manutenção dos bons fundamentos, concluem Corrê, Cida e Rossi.