Documentos para o IR: o que você já pode separar antes mesmo das regras atuais

Alguns documentos para o IR são indispensáveis todos os anos, e começar a separar agora evita correria depois

Carla Carvalho

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As regras do Imposto de Renda 2026 ainda não saíram, mas isso não significa que o contribuinte precise ficar parado, esperando a Receita Federal se manifestar. 

Todo ano, sempre tem alguma novidade na declaração, mas a sua estrutura muda pouco, e os documentos para o Imposto de Renda seguem praticamente os mesmos.

Ainda assim, muita gente deixa tudo para a última hora e acaba perdendo tempo, cometendo erros simples ou tendo que correr atrás de informações que poderiam estar organizadas com antecedência. 

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Já quem começa agora, garante praticamente metade do trabalho feito até as regras oficiais saírem. A lista é curta, mas os detalhes fazem diferença. 

📋 Documentos para o Imposto de Renda (checklist básico):

Documento
Informes de rendimentos
Comprovantes de despesas dedutíveis
Documentação de bens e direitos
Comprovantes de rendimentos extras
CPF de dependentes
Dados bancários
Declaração do ano anterior

Informes de rendimentos: o ponto de partida 

Os informes de rendimentos são a base de qualquer declaração, pois é com eles que a Receita cruza as informações sobre o que você recebeu ao longo do ano.
Aqui, entram o informe do empregador, com salários, férias, 13º e eventuais participações nos lucros, e informes enviados por bancos e corretoras, com saldos e rendimentos de aplicações financeiras.

Quem recebe aposentadoria ou pensão precisa separar o informe de rendimentos do INSS. Mesmo rendimentos isentos costumam aparecer nesses informes e ajudam a evitar inconsistências no preenchimento.

Despesas dedutíveis: onde muita gente se perde

Outro grupo de documentos para o Imposto de Renda que merece atenção são os comprovantes de despesas que podem reduzir o valor a pagar ou aumentar a restituição.
Alguns exemplos deste grupo são: gastos com saúde (como consultas, exames, terapias e plano de saúde), com educação (escola, faculdade ou pós-graduação) e contribuições para a previdência privada no formato PGBL, respeitados os limites legais.

Um cuidado importante é conferir se os recibos têm CPF ou CNPJ do prestador de serviço, já que a falta dessa informação costuma gerar problemas depois.

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Bens e direitos: atenção ao que já faz parte do seu patrimônio

Quem possui imóveis, veículos ou investimentos precisa manter essas informações organizadas na declaração, mesmo quando não houve compra ou venda no ano. 

Escrituras, contratos, documentos de veículos e informes de investimentos fazem parte desse conjunto e costumam ser reaproveitados de um ano para o outro. O cuidado aqui é garantir que os dados estejam consistentes com declarações anteriores, evitando ajustes de última hora ou divergências no preenchimento.

Rendimentos extras: o esquecimento mais comum

Aqui está um dos pontos mais sensíveis da declaração. Aluguéis recebidos, trabalhos como autônomo ou freelancer e outros rendimentos fora do salário fixo muitas vezes são esquecidos, principalmente quando os valores parecem pequenos.

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O problema é que a Receita cruza esse tipo de informação com dados de terceiros. Logo, ter esses comprovantes organizados desde já reduz bastante o risco de inconsistências.

Dados básicos que evitam retrabalho

Por fim, vale revisar informações simples mas essenciais. CPF de dependentes, dados corretos da conta bancária para restituição ou débito e, para quem já declarou antes, a declaração do ano anterior faz diferença no preenchimento.

Ao organizar os documentos para o Imposto de Renda agora, você ganha tempo e não precisa começar do zero quando as regras deste ano começarem a valer.