Dívidas neste início de ano? Conheça algumas dicas para fugir delas

Há muitos motivos que levam o consumidor a contrair dívidas, mas organização e conhecimento podem fazer a diferença

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SÃO PAULO – Mais uma vez o número de cheques devolvidos aumentou em todo o Brasil. Esse endividamento da população pode ter muitos motivos, como a alta taxa de juros, por exemplo. Mas, de acordo com a EGS Consultoria Empresarial, é possível escapar da inadimplência se o consumidor seguir à risca algumas dicas.

Segundo a consultoria, a maior parte dos endividamentos tem início quando o consumidor contrai empréstimos para complementar seus compromissos. “Enquanto a pessoa tem crédito, fica criando dívidas para pagar dívidas”, explica o especialista em Negociação de Dívidas da EGS, o diretor Emanuel Gonçalves. Ele diz que os empréstimos precisam ser interrompidos enquanto há tempo, ou a tendência é de que o endividamento só aumente.

Cartão de crédito

A maioria das pessoas que possuem cartão de crédito acredita que vale a pena pagar apenas o valor mínimo todos os meses, mas Gonçalves alerta para o perigo: “o débito nunca diminui, e este dinheiro representa juros das administradoras. O correto é abrir mão do cartão, suspender o pagamento do valor mínimo e negociar o pagamento do valor total em prestações fixas para liquidar o débito”, resume.

A negociação de dívidas também é de extrema importância. “Nunca aceite a primeira proposta que lhe apresentarem”, orienta o diretor. Ele exemplifica. Diz que, se o credor oferecer a divisão do débito em seis meses, o consumidor deve ser ambicioso e pedir para dividir em 20 vezes, por exemplo. A proposta também não deve ser aceita, mas a intenção é de que o débito acabe parcelado em 15 ou 12 meses.

Escolha dos débitos

“Procure resolver primeiro os débitos que envolvam nomes de outras pessoas”. Gonçalves orienta a pagar primeiro os fiadores ou alguém que precisa limpar o nome. Ele também sugere que seja dada prioridade à eliminação das contas de valores menores.

Mas todas essas providências podem não gerar muitos frutos, caso não seja feita uma reavaliação do orçamento familiar. É imprescindível priorizar as despesas de subsistência.
“Pague primeiro seu condomínio, escola, aluguel ou prestação do imóvel, telefone, energia, etc”, enumera Gonçalves.

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O próximo passo é modificar os hábitos de consumo de toda a família, ou os erros corrigidos podem ser novamente repetidos. E, principalmente em momentos de crise, recomenda-se apertar o cinto.

Economizar nas contas de telefone, energia elétrica e despesas supérfluas é indispensável. “Para gastar, todo mundo é solidário, entretanto, na hora do endividamento apenas um ou o casal assume a responsabilidade”, lembra Gonçalves.

Depois que o salário está disponível, é importante adequar o quanto se ganha ao total de débitos. O especialista diz que as dívidas só devem ser pagas com o que sobrar da remuneração, depois que os valores dispensados à subsistência já tiverem sido garantidos.

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Defenda-se

Por fim, se o consumidor se sentir lesado (em função de juros abusivos, dificuldades quanto ao valor da prestação renegociada, cópias de pedido ou contratos não entregues), ele pode se queixar do credor. Para isso, basta procurar o Procon mais próximo ou registrar uma queixa no Fórum, que costuma funcionar em juizados de pequenas causas.

Já os Juizados de Defesa do Consumidor também podem ajudar na negociação dessas dívidas, alerta Gonçalves. Vale também ter à mão o Código de Defesa do Consumidor, vendido em qualquer livraria.