Dívidas: “limpar” o nome pode sair mais caro que a própria compra

Por isso, antes de assumir uma dívida, o consumidor deve pensar bem e ver se realmente terá condições de quitá-la

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SÃO PAULO – Antes de fazer uma dívida, o consumidor deve pensar bem e ver se realmente terá condições de quitá-la: em alguns casos, as taxas para “limpar” o nome podem ultrapassar o valor da conta adquirida.

De acordo com o assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida, uma pessoa que passou um cheque sem fundos de R$ 60, por exemplo, terá que arcar com R$ 122,71 para tirar seu cadastro da lista de inadimplentes.

Isso porque o consumidor deverá desembolsar R$ 62,71 para pagar todos os custos do processo, além dos R$ 60 referentes à compra.

Acúmulo de dívidas

Para Almeida, a pessoa tem que ter consciência de que não pode assumir vários compromissos ao mesmo tempo, pois qualquer queda em sua receita gerará um acúmulo de dívidas.

Ainda de acordo com o assessor, também é preciso ter muita cautela com o crédito familiar (aquele em que várias pessoas da família compram produtos juntas): “Se uma delas perde o emprego, acarreta dívida às outras”, argumenta.

Parcelar a dívida ajuda

Quem quer se livrar das dívidas, mas não tem condições de fazê-lo, pode optar pelos parcelamentos.

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“A vantagem é que consumidor já consegue tirar seu nome do restritivo a partir do momento que fez a renegociação“, afirma o presidente da Associação Comercial de Sorocaba, Brás Cassiolato.

Na opinião de Brás, o procedimento também é vantajoso para as empresas, que conseguem reaver o dinheiro perdido e recuperar o consumidor.

Com informações do Portal do Consumidor.