Dívidas: inadimplência do consumidor diminui 7% em setembro, aponta Serasa

Entretanto, frente ao resultado de setembro de 2005, houve alta de 3,2% na inadimplência das pessoas físicas

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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores caiu 7% no nono mês do ano, na comparação com agosto, quando o índice havia diminuído 5,1%. Os dados são do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, divulgado nesta quarta-feira (11).

Frente ao resultado de setembro de 2005, houve alta de 3,2% na inadimplência das pessoas físicas. Já considerando os dados dos nove primeiros meses do ano, o crescimento foi de 13%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Dívidas com cartões somaram 33,5%

As dívidas com cartões de crédito e financeiras marcaram a maior representatividade no indicador de inadimplência: em setembro, a participação desta categoria foi de 33,5% do total de vencimentos não pagos. Um ano antes, este percentual era de 34,3%.

As dívidas com bancos ultrapassaram os cheques e ficaram com a segunda posição, com 32,7% de participação, o que revela um aumento da modalidade na comparação com setembro do ano passado (30,2%). Os cheques sem fundos vieram na seqüência e ficaram com 31% do total, valor abaixo do verificado no nono mês de 2005 (32,8%).

Com menor impacto no indicador aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em setembro de 2006 foi de 2,9%. No mesmo mês de 2005, os protestos tiveram um peso de 2,6%.

Valor das dívidas

As dívidas com o sistema financeiro apresentaram os maiores valores médios nos nove primeiros meses do ano: R$ 1.113,22. Na seqüência, aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 788,11.

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Já o valor médio dos cheques sem fundos foi de R$ 576,26 e o registro médio nos outros segmentos, o que inclui as dívidas com cartões de crédito e financeiras, foi de R$ 313,91.

Segundo os técnicos da Serasa, a segunda queda consecutiva do indicador na comparação com o mês anterior reflete o crescimento da renda disponível do consumidor, sustentado pelo aumento do salário mínimo, da inflação em queda, da expansão do emprego e dos reajustes salariais com ganho real para diversas categorias.