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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores aumentou 2,6% no sétimo mês do ano, na comparação com junho, quando o índice havia caído 12,8%. Os dados são do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física, divulgado nesta quarta-feira (16).
Frente ao resultado de julho de 2005, houve alta de 16,3% na inadimplência das pessoas físicas. Já considerando os dados dos sete primeiros meses do ano, o crescimento foi de 15,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Dívidas com cartões somaram 33,7%
As dívidas com cartões de crédito e financeiras marcaram a maior representatividade no indicador de inadimplência: em julho, a participação desta categoria foi de 33,7% do total de vencimentos não pagos. Entretanto, um ano antes, este percentual era de 34,9%.
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Os cheques sem fundos vieram na seqüência e ficaram com 31,8% do total, valor abaixo do verificado no sétimo mês de 2005 (32,7%). As dívidas com bancos conquistaram a terceira posição, com 31,6% de participação, o que revela um aumento da modalidade na comparação com julho do ano passado (29,8%).
Com menor impacto no indicador aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em julho de 2006 foi de 2,9%. No mesmo mês de 2005, os protestos tiveram um peso de 2,6%.
Valor das dívidas
As dívidas com o sistema financeiro apresentaram os maiores valores médios nos sete primeiros meses do ano: R$ 1.108,16. Na seqüência aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 784,84.
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Já o valor médio dos cheques sem fundos foi de R$ 575,06 e o registro médio nos outros segmentos, o que inclui as dívidas com cartões de crédito e financeiras, foi de R$ 303,55.
Segundo os técnicos da Serasa, o crescimento do índice ocorreu por conta da alta no endividamento do consumidor, devido à expansão da oferta de crédito e ao alongamento nos prazos de pagamento.