Dívidas: 11% dos que ganham mais de R$ 1 mil têm prestações atrasadas

Entre os que possuem renda familiar inferior a R$ 1 mil, este percentual também é de 11%, segundo a Fecomércio-RJ

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SÃO PAULO – Levantamento realizado pelo Ipsos Public Affairs a pedido da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro) revela que 11% dos consumidores que ganham mais de R$ 1 mil têm alguma prestação atrasada.

Entre os que possuem renda familiar inferior a R$ 1 mil, e na média geral este percentual também é de 11%. Para a pesquisa, foram realizadas mil entrevistas em 70 cidades e 9 regiões metropolitanas, entre os dias 12 e 20 de dezembro.

Inadimplência

Entre os homens, 8% possuem prestações atrasadas; considerando apenas o sexo feminino, este número sobe para 14%. Nas regiões, os percentuais são de 6% no Nordeste, 27% no Norte/Centro-Oeste, 12% no Sudeste e 6% no Sul.

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Por faixa etária, o estudo aponta que 9% das pessoas de 16 a 24 anos têm alguma pendência. O índice sobe para 15% entre os consumidores de 25 a 34 anos e 14%, entre os que possuem de 35 a 44 anos. Já na faixa dos 45 a 59 anos, o percentual é de 9% e entre os que têm 60 anos ou mais, de 7%.

Considerando o grau de instrução, o levantamento mostra que o percentual de indivíduos que possuem prestações atrasadas é maior para os com Ensino Médio completo ou não (14%), contra 10% dos que têm primário, 13% dos que fizeram o ginásio e 4% dos com curso superior.

Maioria tem carnê atrasado

Questionados sobre o tipo de prestação que está atrasada, 71% dos entrevistados disseram que são os carnês; 16%, cartões de crédito; 5%, empréstimos com financeiras; 4% cheque especial; 3% empréstimo bancário; 1%, financiamento habitacional.

No caso dos carnês, os destaques ficam com as mulheres (71%), pessoas de 25 a 34 anos (82%), com o ginásio completo ou não (81%), da Região Norte/Centro-Oeste (80%) e com renda familiar de até R$ 1 mil (74%).

Já para as dívidas com cartões de crédito, a preponderância fica com as mulheres (18%), pessoas de 25 a 34 anos (23%), com o ensino superior completo ou não (56%), da Região Nordeste (33%) e com renda familiar acima de R$ 1 mil (35%).