Dívida social brasileira é estimada em R$ 7,2 trilhões

Atlas da Exclusão Social, em seu quinto volume, faz diagnóstico completo da situação de cada indicador social no País e para cada estado brasileiro

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SÃO PAULO – Você já parou para pensar quanto custaria para o Brasil se igualar, em termos de indicadores sociais, aos países mais desenvolvidos do mundo? Segundo o 5º volume do Atlas da Exclusão Social do Brasil, divulgado nesta quinta-feira (20), seriam necessários R$ 7,2 trilhões.

Sem dúvida, é um número que assusta, mas leva em consideração investimentos nas mais diversas áreas, como Educação, Saúde, Saneamento, Habitação, Cultura, Informática, Pobreza, Trabalho e Previdência Social.

Se colocado em prática, o projeto permitiria ao País chegar a 2020 sem os níveis atuais de pobreza, desigualdade e violência.

Como foi feito o estudo?

Liderado pelo ex-secretário do Trabalho da cidade de São Paulo, Márcio Pochmann, o projeto reuniu especialistas da USP, Unicamp e PUC-SP.

Inclui diagnósticos elaborados separadamente para cada Estado Brasileiro. Minas Gerais, por exemplo, necessita de um investimento social da ordem de R$ 716 bilhões.

“Todos aqueles apaixonados pelo Brasil encontram à sua disposição, nas páginas deste Atlas, um conjunto de ferramentas (análises e sistematização de informações) a serem usadas em favor da construção do Brasil solidário e inclusivo”, destaca Pochmann.

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O estudo, denominado “Agenda não liberal da inclusão social no Brasil”
elaborou propostas para orçamentos distintos: uma permitira uma inclusão social avançada e outra apenas mediana.

Ele inclusive explica os fracassos de projetos feitos entre 1950 e 2000 nesta área. O Atlas foi editado pela Cortez Editora.