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SÃO PAULO – Apenas um décimo das residências brasileiras possuem seguros e somente um terço da população possui seguro de vida. A situação não é diferente com os carros: 25% da frota é segurada.
Com vista no mercado potencial que o setor ainda pode conquistar, o vice-presidente da Sul América, Jorge Bento da Silva, defendeu a massificação do mercado de seguros na última quarta-feira (20) durante uma palestra na Associação Paulista de Técnicos de Seguro (APTS). Os dados foram citados por ele durante o evento.
A estratégia para ampliar os clientes das seguradoras seria a criação de cestas genéricas e mais baratas, que aumentariam o volume de vendas.
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Pacotes baratos em supermercados
Seguros populares, segundo ele, oferecem um valor agregado, atraente para as pessoas de menor poder aquisitivo. As contas indicam que o custo do serviço popular não deve ultrapassar R$ 30,00, valor acessível a 75% da população brasileira com salário de até R$ 500,00. “Estamos falando de um mercado de quase 20 milhões de pessoas”, disse.
Para atingir mais camadas da sociedade de forma econômica e rentável, o executivo defendeu o uso de canais alternativos na distribuição dos produtos, como supermercados, escolas, lojas, empresas de energia e telecomunicação, funcionalismo público, entre outros. “É preciso que o seguro deixe de ser vendido para ser comprado”, disse Silva.