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SÃO PAULO – Quem gasta mais? Em tese, a maioria responderia a mulher, mas não é bem o que sugere uma pesquisa realizada pela Telecheque, divulgada nesta segunda-feira (23). Ao menos na competição na categoria “contas em atraso”, mulheres e homens travam disputa acirrada.
De acordo com a pesquisa Perfil do Inadimplente, entre os meses de março e abril a mesma proporção de homens (50%) e mulheres (50%) não honrou os cheques que emitiu. O motivo, em ambos os casos, foi o mesmo: descontrole financeiro! Pelo menos esta foi a constatação em 28% dos casos.
Empréstimo do nome e atraso (ou falta) de salário
Outro comportamento que causou problemas aos correntistas foi o empréstimo de folhas para terceiros (14%). Apesar do risco que se corre, muitas pessoas ainda emprestam o nome para amigos e parentes e acabam se atolando em dívidas, quando os respectivos beneficiários não lhe pagam o dinheiro devido.
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Segundo o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, a inadimplência é conseqüência da grande oferta de crédito, que leva o consumidor a assumir compromissos a longo prazo e sem planejamento. Assim, na hora de pagar as parcelas acumuladas, os recursos financeiros não são suficientes.
Outro destaque da pesquisa: em 11% dos casos, o atraso no pagamento do salário foi a justificativa encontrada para a indisponibilidade de dinheiro em conta. O desemprego, outro fator que afeta diretamente o bolso do consumidor, responde por 9% das ocorrências.
Perfil dos endividados
Sobre os consumidores inadimplentes neste 2° bimestre, o levantamento apontou que 51% são casados, 33% com Ensino Médio concluído e 36% têm entre 21 a 30 anos.
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E as dívidas são relativamente pequenas. Os cheques com valores entre R$ 50 e R$ 200 foram os mais devolvidos, responsáveis por 53% dos casos. A pesquisa constatou ainda que 54% do total das compras efetuadas foram para pagamento em uma única parcela e apenas 17% se referiam a compras parceladas em duas vezes.
Os postos de gasolina foram os principais alvos do cheque sem fundo (21%), seguidos pelos supermercados (18%), confecções (14%) e acessórios automotivos (8%).
Especificamente no caso dos supermercados, a elevada inadimplência é motivada pela alta dos preços praticados. Em abril, por exemplo, a inflação nos supermercados paulistas cresceu 1,83%, segundo dados da Apas (Associação Paulista de Supermercados).