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SÃO PAULO – Em razão da greve dos Correios, que já dura seis dias, 80 mil pessoas que compraram pela internet receberão a encomenda atrasada na cidade de São Paulo. A quantia corresponde a 17% da carga diária da empresa na categoria compras on-line, que soma 500 mil encomendas.
A maior parte das compras pela internet não chegará com atraso porque a encomenda tem caráter prioritário dentro da empresa. Em todo o país, o sistema de entrega está normalizado, com problemas somente na cidade de São Paulo, onde o fluxo é maior.
As entregas que estão atrasadas dizem respeito às unidades dos Correios que estão totalmente paralisadas. Isso porque, segundo a empresa, não existem problemas na distribuição interna das correspondências, mas com a falta de carteiros nestas unidades para entregá-las na casa dos clientes. Em outras agências que não estão paradas totalmente, a entrega está normalizada.
Contate a empresa
Se a encomenda demorar muito a ser entregue, a Fundação Procon-SP indica que o cliente entre em contato com a empresa em que comprou o produto. Além disso, o órgão afirma que a empresa não pode ser responsabilizada pela demora.
Caso não receba a compra, pode cancelá-la e pedir o dinheiro pago de volta. Para esta situação, o cliente deve entrar em contato com o próprio Procon.
Para obter mais informações sobre o destino da compra, os Correios disponibilizam no site (www.correios.com.br) uma área para que o próprio cliente faça o rastreamento da aquisição, no qual é preciso digitar um número informado pela empresa.
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Greve
Nesta terça-feira (18), o governo federal ofereceu aos grevistas mais R$ 10 de aumento linear a partir de abril de 2008, sobre a proposta anterior de R$ 50 de incremento em janeiro e reajuste de 3,74% nos salários.
O representante dos servidores do Correios na negociação, José Gonçalves, disse que os grevistas analisam a proposta. Além disso, afirmou que o governo ofereceu abono de R$ 400 e talão extra de ticket no valor de R$ 391.
Gonçalves ainda disse que a greve nacional dos Correios teve a adesão de 80% dos servidores. Eles reivindicam 47,7% de reajuste, mais R$ 200 de aumento linear para todos os trabalhadores, além de um novo plano de cargos e salários.