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Viajar para o exterior exige planejamento financeiro cuidadoso, especialmente na hora de decidir como levar o dinheiro. A dúvida entre optar por dinheiro em espécie ou cartões internacionais é comum entre os viajantes.
Especialistas financeiros concordam que a melhor estratégia é a diversificação, combinando diferentes formas de pagamento para garantir segurança, praticidade e economia.
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Rafael Gonçalves, consultor financeiro da W1 Consultoria, destaca que é necessário ter ambos, dinheiro em espécie e cartão internacional, mas a maior parte dos recursos deve estar no cartão. Segundo ele, o dinheiro físico traz riscos evidentes, como perda ou roubo, e por isso não se deve levar grandes quantias. A recomendação de Rafael é uma proporção de 20% em espécie e 80% em cartão.
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Para Igor Leite, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela FBNF, o cartão de débito é a forma mais prática, segura e com as melhores taxas para pagamentos em lojas, restaurantes e saques em caixas eletrônicos. Já o dinheiro em espécie, que deve representar cerca de 10% a 20% do total, é útil para pequenas despesas, como gorjetas, transporte público e compras em locais que não aceitam cartão.
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Leite reforça que a diversificação é a chave para uma viagem tranquila e segura. Ele sugere combinar três métodos: o cartão de débito da conta global para a maior parte das despesas, uma pequena quantia em dinheiro para gastos menores e um cartão de crédito internacional como reserva de emergência.
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Além disso, o cartão de crédito internacional serve como uma garantia para situações que exigem bloqueio de caução, como aluguel de carros e check-in em hotéis. Essa reserva é importante para evitar imprevistos que possam comprometer a viagem.
João Maykon Gomes Lopes, especialista em negócios da Viacredi, cooperativa Ailos, concorda que a combinação é a melhor opção. Ele ressalta que o dinheiro em espécie é útil para pequenas despesas, mas não é seguro levar grandes quantias. Já os cartões internacionais e pré-pagos oferecem mais segurança, permitem bloqueio em caso de perda ou roubo e facilitam compras maiores.
Os especialistas alertam para os riscos de concentrar todo o dinheiro em uma única forma, especialmente em espécie. Em caso de perda ou roubo, o prejuízo financeiro pode ser significativo e comprometer toda a viagem, tornando a diversificação uma estratégia essencial.
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Além da segurança, a praticidade também é um fator importante. Cartões internacionais permitem controle dos gastos em tempo real, além de oferecerem taxas de câmbio mais próximas do mercado, o que pode representar economia para o viajante.