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SÃO PAULO – Os brasileiros parecem estar aderindo cada vez mais ao dinheiro de plástico. Isso porque os cartões de crédito, débito, lojas de departamento e redes movimentaram R$ 246,3 bilhões em compras em 2006, o que representa crescimento de 21% (R$ 43,1 bilhões) em relação a 2005.
Dentre os tipos de cartões, o de crédito é destaque, com movimentação de R$ 151,2 bilhões em 2006 e alta de R$ 28,2 bilhões na comparação anual. Os cartões de débito registraram alta de R$ 11,2 bilhões, e os de lojas e redes, de R$ 3,8 bilhões.
Os dados fazem parte de levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e divulgado nesta quarta-feira (28).
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Circulação de cartões
O levantamento ainda mostrou que o número de plásticos em circulação chegou a 379 milhões, registrando acréscimo de 12% ou 41 milhões entre dezembro de 2006 e 2005, com destaque também para os cartão de crédito: 79 milhões em 2006, com a entrada de mais 12 milhões (+17%) de cartões.
Os cartões de loja (private labels) chegaram a 112 milhões, com a entrada de mais 14 milhões (+14%) na comparação com 2005, e os cartões de débito atingiram 187 milhões, ganhando mais 16 milhões (+10%) de plásticos.
Transações
No ano passado, foram realizadas 4,3 bilhões de transações, montante 18% acima do que o registrado em 2005. Na hora das compras, o brasileiro prefere mesmo o cartão de crédito, o qual obteve maior crescimento em números de transações. Foram 331 milhões a mais (20%) em 2006, na comparação com o ano anterior, passando para 2 bilhões de movimentações.
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Em seguida, vieram os cartões de débito, com 1,6 bilhão (+17%) e os de loja, com 647 milhões (+17%). Com relação aos segmentos, os Supermercados são os locais em que os brasileiros mais gastam, com 20% do total de transações.
Em segundo lugar, estão os estabelecimentos que comercializam Vestuário, com 16,1%, seguidos de Combustível (9%), Viagem (6,3%), Restaurantes (5,4%), Construção e Saúde (4,9% cada).
Substituição dos meio de pagamento
De acordo com o presidente da Abecs, Jair Scalco, o crescimento de 2006 foi maior do que o da própria economia e comprovou a substituição dos meio de pagamento, com a migração de alternativas como o cheque.
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“Temos motivo para acreditar que esta migração continuará acontecendo por muito tempo, já que a cada dia surgem novas tecnologias e o pagamento com cartões fica mais cômodo e ganha novas funcionalidades, que levam o brasileiro a desenvolver cada vez mais o hábito de usar o cartão”, disse Scalco.