Dificuldades financeiras afetam programas de qualidade de vida

Segundo pesquisa, problema foi apontado por 27% dos entrevistados, enquanto para 21% falta envolvimento da equipe

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SÃO PAULO – Problemas financeiros são um dos principais fatores que prejudicam o investimento das empresas na implantação e manutenção de programas de qualidade de vida. A conclusão faz parte de levantamento realizado pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABVQ) com 600 profissionais, em 15 diferentes áreas de atuação, com idade superior a 20 anos.

Resultados

Segundo a pesquisa, 75% dos entrevistados trabalham em organizações que oferecem programas de qualidade de vida. No entanto, foram relacionados alguns fatores que podem se tornar obstáculos para implantar e manter esses programas.

Dentre eles, o problema financeiro ou a falta de investimento encabeça a lista, com 27% de respostas dos colaboradores, seguido de ausência de envolvimento da equipe (21%) e do apoio insuficiente da diretoria (18%).

Outros motivos, para 10% dos entrevistados, são a deficiência na governança, no clima, no espaço físico, no comprometimento dos servidores, no tempo, na descentralização de ações, na resistência do público alvo e na identificação das reais necessidades.

Responsabilidade

Quando questionados sobre qual área é responsável pela coordenação dos programas de qualidade, 52% dos entrevistados apontaram Recursos Humanos e 20%, o Departamento Médico. O departamento de Benefícios (13%) e a Alta Administração ou Presidência (5%) também foram apontados na pesquisa.

Os 5% restantes apontaram outros setores, como Saúde Ocupacional, CIPA, Comunicação Social, Saúde e Ambiente Corporativo, Associação de Funcionários, Gestão de Pessoas, Consultoria, Segurança e Meio Ambiente, Área de Qualidade de Vida e Trabalho (QVT).

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Alvo principal

Em relação ao foco que os programas desenvolvidos pelas empresas deve atingir, saúde aparece como o mais citado, com 18% das respostas; logo depois, aparecem atividade física (16%), gerenciamento do stress (9%), suporte social (6%), e pesquisa e comunicação (3%).

Além desses enfoques, outros entrevistados mencionaram a valorização de talentos, a harmonia do clima organizacional, a realização de aulas de yoga, a prevenção de dependência química e alcoolismo e a integração familiar como a linha mestra dos programas de qualidade de vida.