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A alta dos preços não pesa da mesma forma no orçamento das famílias, e é por isso que existem diferentes índices para acompanhar a inflação. Entre os principais estão o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), ambos calculados pelo IBGE, mas voltados a públicos e finalidades diferentes.
Conhecer os indicadores ajuda a entender quais deles realmente fazem parte da sua rotina, seja para acompanhar a economia, interpretar um reajuste ou avaliar um investimento.
Veja a seguir qual a diferença entre IPCA e INPC e o que cada um significa.
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Qual a diferença entre IPCA e INPC?
A principal diferença está no perfil das famílias consideradas em cada índice. O IPCA acompanha a variação dos preços para famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos e é o indicador oficial da inflação no Brasil. Já o INPC considera famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, o que faz com que reflita de forma mais próxima o custo de vida da população de menor renda.
Na prática, essa diferença de público faz com que cada índice tenha finalidades distintas e, em alguns meses, apresente resultados diferentes, mesmo sendo calculados a partir de uma metodologia semelhante.
Quando o IPCA é utilizado?
O IPCA é o índice usado para acompanhar a inflação oficial do país. É ele que orienta as decisões do Banco Central sobre a taxa Selic e serve de referência para medir se os preços estão subindo dentro da meta estabelecida para a economia.
Na prática, o IPCA também faz parte da vida de muitos investidores. Aplicações como o Tesouro IPCA+ e alguns títulos privados têm sua rentabilidade vinculada ao índice, justamente para preservar o poder de compra diante da inflação.
Por acompanhar famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, o IPCA reúne uma cesta de consumo bastante ampla, que vai de alimentos e transporte a educação, saúde e lazer.
Quando o INPC é utilizado?
O INPC olha para um grupo mais específico: famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos. Como esse público destina uma parcela maior do orçamento a despesas essenciais, como alimentação, transporte e medicamentos, essas categorias têm um peso maior no cálculo do índice.
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Por isso, o INPC é amplamente utilizado como referência em reajustes salariais, negociações coletivas e na atualização de benefícios e contratos quando essa forma de correção está prevista. Em momentos de forte alta dos preços dos itens básicos, é comum que o INPC reflita esse impacto com mais intensidade do que o IPCA, justamente por representar mais de perto o orçamento das famílias de menor renda.
| IPCA | INPC |
|---|---|
| Índice oficial da inflação | Índice voltado às famílias de menor renda |
| Famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos | Famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos |
| Referência para a política monetária e investimentos | Utilizado em reajustes salariais, contratos de prestação de serviços, locações, entre outros |
Investimentos atrelados a índices de inflação
Quem investe para proteger o patrimônio da inflação certamente encontrará o IPCA com frequência. Isso acontece porque ele é o índice oficial da inflação no Brasil e, por isso, é usado como referência na remuneração de diversos investimentos de renda fixa, como Tesouro IPCA+, debêntures incentivadas, CRIs e CRAs.
Por outro lado, o INPC praticamente não é utilizado como indexador de investimentos financeiros. Seu uso é mais comum em reajustes de salários, contratos, previdência e benefícios sociais.