Diferença de preços nos ovos de Páscoa chega a 80%, revela Procon-SP

Foram encontradas disparidades em todos os produtos típicos de Páscoa; ovos de chocolate são opções mais caras de presente

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SÃO PAULO – A Fundação Procon divulgou nesta quinta-feira uma pesquisa de produtos de Páscoa envolvendo 10 estabelecimentos comerciais, distribuídos pelas cinco regiões de São Paulo. A coleta, realizada de 28 de fevereiro a 02 de março, levou em conta os preços de produtos iguais em diferentes estabelecimentos e observou variações significativas de preço.

Maior diferença chegou a 84,32%

A maior disparidade encontrada foi de 84,32%, na caixa de bombons Mix (300 gramas), da marca Garoto. O maior preço constatado foi de R$7,17, za Zona Sul. O menor, R$ 3,89, foi encontrado na Zona Leste.

Já entre os ovos de Páscoa, a maior diferença foi de 80,80%. O ovo Chokito Meio a Meio nº15 (220 gramas), da Nestlé, podia ser comprado a R$ 19,87 em um estabeecimento comercial da Zona Oeste, enquanto em outro, na Zona Leste, foi encontrado por R$ 10,99.

Alternativas econômicas

No entanto, apesar de ser o doce mais tradicional da Páscoa, o ovo ainda é a opção mais cara para o consumidor. Se o momento for de orçamento apertado, vale lembrar que as caixas de bombons também podem substituir os chocolates ovalados, e, melhor ainda, a preços mais vantajosos.

Cerca de 2,32% mais caras na comparação com a Páscoa do ano passado, as colombas (bolos de Páscoa) também são alternativas econômicas de presente. No entanto, os preços também variam bastante. A maior disparidade verificada pelo Procon ficou em 55,42% na colomba Gulosos/Shrek 2 – Gotas de chocolate (100 gramas), da Bauducco. O preço mais caro chegou a R$ 3,87, na Zona Oeste; e o menor, a R$ 2,49, na Zona Leste.

Preço dos ovos em linha com a inflação

Ainda de acordo com a pesquisa da Fundação, os ovos de Páscoa estão 6,44% mais caros neste ano, comparando os preços àqueles praticados em março de 2004. No mesmo período, de março do ano passado a fevereiro de 2005, a inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe acumulou variação de 6,65%.

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