Publicidade
SÃO PAULO – Viajar, comprar um carro novo, adquirir a casa própria. Os desejos são muitos, mas nem sempre eles cabem no bolso do consumidor.
É aí que o crédito surge como opção. Porém, a possibilidade de obter um empréstimo pode trazer muita dor de cabeça, se utilizado de maneira errada. De olho nessa questão, trazemos algumas dicas para ajudar você a usar esse artifício sem cair em armadilhas ou perder o controle dos gastos.
Estar ciente sobre o próprio orçamento familiar é o primeiro passo a ser dado. A quantia que será paga mensalmente, referente ao empréstimo, está de acordo com a sua situação financeira? Além de afirmativa, essa resposta deve ser dada com segurança. E lembre-se: o ideal é que o valor das parcelas não ultrapasse 30% da sua renda mensal.
Quem pretende ter acesso a qualquer uma das modalidades de crédito disponíveis no mercado tem ainda que estar atento ao custo efetivo total (CET). Nele, estão embutidos todos os encargos associados à contratação de crédito, como juros e seguros.
Essa característica faz dele a melhor ferramenta de comparação entre as instituições financeiras. Quanto menor o valor do CET, menor será o custo do seu financiamento.
Rotativo pode levar ao endividamento
O cartão de crédito é muito utilizado pelos brasileiros, e quitar a fatura até a data do vencimento é a melhor alternativa para tê-lo como aliado. Por outro lado, se você preferir pagar somente o mínimo da fatura (20%), o chamado rotativo, o cartão tende a se transformar em inimigo, uma vez que os juros cobrados nesse caso são altíssimos.
Continua depois da publicidade
Segundo estudos realizados, aProteste constatou que a maior taxa praticada chega a mais de 700% ao ano. Se o dono desse cartão pagar apenas o mínimo de uma fatura cujo valor total é R$ 1 mil, ao final de 12 meses ele terá acumulado uma dívida de R$ 6,4 mil.
Por isso, nunca entre no rotativo. Prefira adquirir um empréstimo pessoal ou consignado para quitar a fatura, pois eles possuem juros menores.
O crédito pessoal também é bastante conhecido, principalmente porque a sua concessão é simples – a instituição libera o dinheiro sem que você precise alegar o que vai fazer com ele. A oferta referente a esse tipo de crédito é enorme e, dessa maneira, antes de adquirir o empréstimo, faça uma minuciosa pesquisa e esteja por dentro das normas estipuladas no contrato.
Continua depois da publicidade
Avalie bem as propostas oferecidas
Para quem almeja comprar um carro, mas não tem como pagá-lo à vista, o financiamento surge como saída. Entretanto, antes de apostar nele, não deixe de verificar as condições disponibilizadas por diversos bancos e concessionárias. Essa atitude vai fazer com que você encontre o menor CET.
Além disso, dê o maior valor de entrada possível, o que vai reduzir o valor das parcelas. Tenha ainda certeza de que você está preparado para arcar com outras despesas, entre elas estão combustível e impostos. E, ao chegar à concessionária, não acredite nas promoções com taxa a juros zero. Elas levam a crer que você pagará, no parcelamento, o mesmo valor à vista. Isso não acontece porque há custos embutidos nas parcelas.
Para transformar o sonho da casa própria em realidade, muitas pessoas recorrem ao crédito imobiliário. Geralmente, os bancos financiam 80% ou 90% do preço do imóvel.
Continua depois da publicidade
Só na Caixa é permitido parcelar 100%, por meio do programa Minha Casa Minha Vida. Para dar uma entrada maior, use o FGTS. Se necessário, junte a sua renda com a de outra pessoa e use todo o dinheiro que estiver sobrando, decorrente de férias, 13o salário, entre outros, para amortizar a dívida.