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SÃO PAULO – Cada vez mais os celulares se transformam em versões de bolso dos computadores. Contudo, o avanço da tecnologia alcançado pelos celulares inteligentes, que recebem e enviam e-mails, fotos e vídeos, aumentou também o risco de ataques de vírus.
Dentre os danos causados pelos vírus, que também são desenvolvidos por hackers, pode-se citar, por exemplo, a destruição das agendas de endereços e telefones, e de fotos ou dados armazenados na memória do aparelho. Mas, como saber se um celular está infectado? Da mesma forma como acontece com os computadores, quando infectados os celulares apresentam problemas operacionais.
Fique atento aos sinais de infecção!
O seu celular liga e desliga várias vezes ao dia sozinho? Você recebe mensagens estranhas e desconhecidas? O teclado do aparelho trava quando você quer ligar? Caso tenha respondido afirmativamente a estas perguntas, muito provavelmente o seu aparelho está infectado!
Neste tipo de situação, o advogado Ludovino Lopes, especializado em Direito Digital e sócio da Menezes & Lopes Advogados, recomenda que o usuário procure no mercado softwares antivírus para celulares. Além disso, caso através do vírus o hacker tenha tido acesso à sua conta bancária e efetuado saques, isso configuraria o crime de estelionato.
Já o caso em que fotos da vítima são circuladas de forma a ofender a sua honra, o fato seria caracterizado de ilícito civil ou criminal, dependendo da gravidade. Em ambos os casos, Lopes recomenda que a vítima compareça à delegacia mais próxima, e registre a ocorrência.
Dicas de precaução
Por outro lado, se o seu celular ainda não apresenta nenhum destes sinais, vale a pena tomar algumas precauções para evitar que seja infectado. De acordo com o advogado Ludovino Lopes, o usuário deve observar o seguinte:
- Nunca abrir e-mail sem saber a procedência;
- Não abrir mensagens MSM – contêm textos, fotos e imagens de procedência duvidosa;
- Não fazer ligações ou enviar mensagens via bluetooth em regiões próximas a aeroportos, e com grande concentração de pessoas;
- Evitar falar ou ouvir com microfones ou fones sem fio (bluetooth) nessas mesmas regiões;
- Nunca acessar saldos, extratos, realize transferências e outros serviços bancários pelo celular, sobretudo em celulares de estranhos, pois o roubo de senhas é mais comum nos telefones móveis.
Segundo Lopes, os hackers vêm atuando de forma mais intensa em locais públicos, com grande concentração de pessoas, como shows, jogos e futebol, aeroporto etc. Para quem não larga o celular na balada, vale a pena ficar de olho e evitar exposição desnecessária.