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SÃO PAULO – A Fundação Procon-SP fundamentou menos reclamações contra empresas no ano passado. Em 2004, o número de casos foi de 12,098 mil, contra 14,559 mil verificados em 2003.
Este volume representa apenas 5% do total de 345,447 mil atendimentos realizados pelo Procon-SP no período. Os demais casos, que não resultaram na formalização do reclame, foram mediados pelo órgão e solucionados pelas empresas.
Divulgados no Dia do Consumidor, celebrado nesta terça-feira (15), os dados do Procon sugerem que cada vez mais os casos de abusos contra os consumidores estão sendo atendidos de forma pacífica, sem a necessidade de entrar com reclamações efetivas contra empresas infratoras.
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Telefonia lidera reclamações
Segundo o balanço anual divulgado pela entidade, o setor de telefonia é a área que concentra o maior número de queixas dos consumidores, respondendo por 39% do total de reclamações. Este segmento envolve operadoras de telefonia e fabricantes de aparelhos.
Logo atrás neste ranking aparecem os bancos, que ficaram com 19% das queixas fundamentadas. O terceiro posto desta lista é ocupado pelos planos de saúde, com 9%.
No ano passado, as empresas líderes em reclamações abertas pelo Procon foram a Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas, Nextel Telecomunicações Ltda., Seguradora Roma S.A., Solemar Hotéis Camping Clube e Eletropaulo. Vale destacar que no caso da distribuidora de energia, o percentual de reclamações não atendidas chegou a 76,75% do total de 456 registros fundamentados em 2004.
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Já no que se refere às companhias que receberam as queixas e não atenderam a grande parte das solicitações do Procon, a maioria delas pertencia ao segmento de bancos, com destaque para Bradesco (62,11%), Banco do Brasil (61,90%), ABN Amro-Real (55,56%) e Banespa (43,90%).
O setor de telecomunicações também ocupou algumas das primeiras colocações, com Nextel, que não atendeu a 100% das reclamações, seguida pela TIM (58,33%), Vivo (50,83%), Vésper (43,75%) e BCP (39,13%). Já Embratel (18,24%) e Telefônica (7,29%) apresentaram menores percentuais de reclamações não atendidas no período.