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SÃO PAULO – A inadimplência do cheque subiu ainda mais em outubro e registrou novo recorde, alcançando a marca de 1,97%, a segunda maior desde 1991, ficando atrás apenas da taxa observada no mês de março deste ano (2,08%).
De acordo com o levantamento do Serasa, divulgado nesta quinta-feira (17), a taxa de outubro superou a de setembro (1,94%) em 3 pontos base. Se compararmos com outubro de 2004 (1,7%), o aumento chega a 27 pontos base, o que acentua ainda mais a ocorrência de cheques devolvidos por insuficiência de fundos.
Pré-datados explicam o resultado
Em números absolutos, foram compensados no Brasil 157,8 milhões de cheques no último mês de outubro, dos quais 3,1 milhões foram devolvidos. Em setembro, houve um total de 3,06 milhões de devoluções, e em outubro de 2004, 2,85 milhões.
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A alta confirma a tendência de crescimento da taxa de cheques devolvidos verificada nos últimos meses. A Serasa aponta o maior endividamento da população, devido à expansão do crédito, mais o alongamento dos prazos com cheques pré-datados emitidos no Dia dos Pais e Namorados, como explicação para o resultado.
Além disto, a falta de análise apropriada do risco de inadimplência por parte das empresas também é um dos fatores que colaboram para o crescimento do indicador.
Acumulado em 2005
No acumulado dos dez primeiros meses de 2005, foram devolvidos 30,2 milhões de cheques, diante do total de 1,6 bilhão de compensações, o que resulta numa taxa de devolução de 1,86% entre janeiro e outubro. A média do mesmo período de 2004 foi de 1,58%, ocasionando um aumento de 28 pontos base no período.
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Para colaborar com a queda nos indicadores de inadimplência, a Serasa aconselha as empresas a adotarem práticas adequadas na concessão de crédito, tais como a monitoração contínua do risco da carteira de clientes e a definição de políticas de crédito adequadas.