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SÃO PAULO – Dados divulgados pela Serasa nesta quinta-feira, dia 23 de setembro, apontaram queda na inadimplência do cheque em agosto. O volume de devolução de cheques por falta de fundos no mês passado caiu 6,4% frente a julho, enquanto o recuo em relação a agosto de 2003 ficou em 5,8%.
Volume de devoluções apresentou queda menor
Em números absolutos, a Serasa informou que foram compensados no país 180,8 milhões de cheques, dos quais 2,63 milhões foram devolvidos por insuficiência de fundos, uma taxa de devolução de 1,46%. No sétimo mês do ano foram devolvidos 2,71 milhões de cheques em 174,6 milhões de documentos compensados, chegando a uma taxa de 1,56% em julho. Diante disto, percebe-se então uma queda de 2,9% no volume de devoluções.
No confronto de dados com agosto de 2003, a taxa de devolução de cheques apresentou queda (5,8%) ao passo que naquela época 2,70 milhões de cheques foram devolvidos em meio a 175,2 milhões de compensações, uma taxa de devolução de 1,55%. Analisando o volume de devoluções, a queda foi de 2,6% sobre agosto de 2003.
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Marca recorde no acumulado do ano
De janeiro a agosto de 2004, a taxa de devolução de cheques sem fundos registrou decréscimo de 1,2% sobre igual período verificado em 2003. No ano passado, a taxa havia ficado em 1,59% no acumulado do ano até agosto, enquanto que em 2004 ela passou para 1,57% em período idêntico.
A Serasa destaca que tal comportamento de queda no período acumulado em oito meses não era verificado desde 1999.
Pesquisa reflete conjuntura do país
De acordo com os técnicos da Serasa a queda da inadimplência do cheque na variação anual reflete a retomada do nível de atividade econômica do país diante do aumento do emprego e salário do trabalhador, este último decorrente de bem sucedidas negociações salariais que repuseram perdas inflacionárias de períodos anteriores.
Outro fator que influenciou a queda da inadimplência diz respeito ao comportamento dos consumidores, que têm optado pela contratação de créditos pessoais para substituir dívidas de maior valor, com destaque para os empréstimos com desconto em folha de pagamentos, cuja taxa de juros gira em torno de 2% ao mês, percentual significativamente menor em relação às elevadas taxas dos cartões de crédito e cheque especial.