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SÃO PAULO – Incorporando os balanços apresentados para o quarto trimestre de 2011, o Deutsche Bank elevou as estimativas de resultado para Redecard (RDCD3) e Cielo (CIEL3) neste ano e no próximo, bem como do preço-alvo para as duas ações. A recomendação, no entanto, segue em manutenção.
A casa de análise acredita que a aceitação ou não da OPA (oferta pública de aquisição) do Itaú Unibanco (ITUB4) pelos acionistas minoritários de sua controlada Redecard vai definir a avaliação de todo o setor. “Continuamos a acreditar que o preço da oferta é justo”, avaliam Mario Pierry, Marcelo Cintra e Tito Labarta.
O preço-alvo de RDCD3 foi revisado para R$ 36,10, em linha com o valor oferecido pelo banco, o que traria um potencial de valorização de 1,12% frente à cotação de 22 de fevereiro. Para CIEL3, esse preço foi aumentado de R$ 50 para R$ 58, mesmo valor alcançado pelos ativos na mesma data.
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Avanço do lucro
Para o banco, o lucro das duas empresas vai sofrer uma forte recuperação, depois de se manter quase estável durante 2011. A expectativa é de alta em 15% em 2012, desacelerando levemente para 12% no ano seguinte, ao se considerar o setor de operadoras de cartões como um todo.
Isso pode se concretizar porque agora o ambiente de concorrência, após a abertura do mercado para que as duas pudessem utilizar tanto a bandeira Mastercard como a Visa, se tornou menos agressivo, com um sistema de precificação mais racional, na opinião dos três analistas. O volume de transações também está em forte crescimento, com maiores aluguéis aos pontos de venda e corte de custos operacionais – ao menos no lado da Redecard.
OPA à Redecard
Já quanto à OPA, o relatório explica que é do interesse dos minoritários aceitar o valor proposto. Caso não seja alcançado um acordo, o Itaú pode desistir da oferta de uma vez, exigindo acordos comerciais com a Redecard iguais aos feitos com alguns parceiros, bem como incorporar os negócios de pré-pago à sua operação. Isso reduziria as receitas anuais por R$ 700 milhões, ou 20% do total em 2011.
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Mesmo assim, com a operação se realizando de fato, a situação para a Cielo seria significativamente pior. A concorrente poderia oferecer maiores descontos através do banco de varejo, e a transparência do setor seria reduzida. Além disso, o investimento nas ações CIEL3 não foi recomendado porque elas já chegaram a um P/L, relação entre preço dos papéis e lucro da companhia, igual à do preço da OPA.