Destaques de alta em 2011, Cielo e Redecard engatam sequência de quedas

Ações tiveram sua maior queda diária desde agosto; contudo, elas ainda seguem com a melhor performance do Ibovespa em 2011

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SÃO PAULO – Os ativos da Redecard (RDCD3) e da Cielo (CIEL3) apresentaram desempenho negativo por dois dias consecutivos nessa quinta (17) e sexta-feira (18). Os investidores refletiram os rumores de que a Redecard cortaria seus preços para manter participação no mercado, aumentando as perspectivas sobre uma maior concorrência do setor de pagamentos eletrônicos, notícia vista com ceticismo pelo Credit Suisse.

Contudo, o mercado demonstrou apreensão a essa possibilidade. Os papéis RDCD3 caíram 3,19% nesta sexta, cotados a R$ 28,80, enquanto os ativos CIEL3 apresentaram desvalorização de 2,17% no pregão, aos R$ 46,09 – a 2ª e a 9ª maior queda dentre as ações que compõem o Ibovespa. O benchmark da bolsa, por sua vez, apresentou queda de 0,45% neste pregão.

O movimento negativo, contudo, já teve início no pregão anterior, quando as ações da Redecard recuaram 3,38%, ao passo que as da Cielo caíram 3,56%, . Ambas tiveram na véspera seu pior desempenho diário desde 8 de agosto deste ano – na ocasião, CIEL3 caiu 4,58% e RDCD3 se desvalorizou em 4,0%. 

Vale destacar ainda que essa é a primeira vez que as ações da Cielo recuaram por dois pregões consecutivos desde os dias 29 e 30 de setembro. Já para Redecard, essa sequência de duas quedas só foi vista antes nos 27 e 28 de outubro.

Empresas ainda são destaque em 2011
Apesar dessa expressiva queda nos últimos pregões, as ações das duas empresas seguem como destaque no Ibovespa no acumulado do ano, liderando os ganhos do benchmark da bolsa. Os ativos RDCD3 apresentaram expressiva valorização de 46,88%, enquanto as ações CIEL3 se valorizaram 46,67%. Em contrapartida, o Ibovespa mostra perdas de 18,14% no acumulado do ano até esta sexta-feira.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.