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SÃO PAULO – O desemprego é o grande responsável pela inadimplência dos consumidores paulistanos. A constatação é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que realizou uma pesquisa em março para compreender o universo inadimplente da capital paulista.
A sondagem ouviu 814 consumidores com nomes listados no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação.
Deste total, 47% afirmaram que a principal causa de seus débitos em atraso era o desemprego. Outras razões apontadas pelos entrevistados foram o empréstimo do nome a terceiros (14%) e o descontrole do orçamento pessoal (11%).
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Salário é a principal fonte de recursos
Para quitar suas dívidas, 63% dos consumidores pretendem utilizar seus salários ou cortar seus gastos mensais. O dinheiro de algum parente (20%) e os empréstimos mais vantajosos (10%) também fazem parte dos planos de alguns inadimplentes.
A pesquisa da ACSP revela ainda que 62% dos entrevistados disseram já ter conseguido um outro emprego, o que comprova as informações sobre a maior oferta de vagas profissionais desde o ano passado. Além disto, a recuperação da renda desta parcela de “ex” desempregados sugere um maior controle de suas dívidas no futuro.
Inadimplência cresce 7%, mas não chega a preocupar
Acompanhando o ritmo de crescimento das vendas varejistas em São Paulo, a quantidade de nomes incluídos no cadastro de inadimplência do comércio paulistano subiu 7% em março, segundo dados divulgados pela ACSP.
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Em termos absolutos, o número de registros incluídos no banco de dados do SCPC atingiu 408,954 mil, segundo maior resultado da história, perdendo apenas para os 442,294 mil apurados em 1999.
Esta elevação só não preocupa os economistas da ACSP porque é reflexo do aquecimento das vendas do varejo e porque o volume de cancelamentos do cadastro também tem aumentado: 10,2% em março, na comparação com o mesmo mês de 2004.
No balanço entre aqueles que “limpam” seu nome e os que deixam de quitar suas dívidas, a inadimplência líquida no terceiro mês do ano ficou em 6,4%, patamar similar aos 6,5% verificados em igual período em 2004.
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