Desemprego é apontado como principal motivo para a inadimplência

Dados da ACSP mostram que estar fora do mercado de trabalho é apontado como razão por 47,6% dos entrevistados

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SÃO PAULO – O desemprego continua a ser a principal causa da inadimplência dos consumidores.
Pesquisa realizada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), divulgada nesta quinta-feira (20), mostrou que 47,6% dos 900 entrevistados disseram que a falta de uma vaga no mercado de trabalho é o motivo para o não-pagamento das contas. Em março, 56% apontaram a mesma causa.

“Há uma aparente contradição entre este número e o que diz que o emprego melhorou. O que acontece é que o nível de emprego melhora pelo aumento do número de vagas, mas ainda existem muitas pessoas sendo demitidas e é isso que causa a inadimplência”, disse o economista da ACSP, Marcel Solimeo.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostraram que a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País, no décimo primeiro mês do ano, foi de 8,2%, recuando 0,5 p.p. em relação a outubro (8,7%), 3,8 p.p. em relação a novembro de 2006 (9,5%) e registrando o menor percentual da série histórica, iniciada em março de 2002.

Descontrole dos gastos

Ainda de acordo com o levantamento, outros 19,8% dos consumidores disseram que a inadimplência foi causada pelo descontrole dos gastos e 10,9% por ter sido fiador, avalista ou por ter emprestado o nome, de acordo com a tabela abaixo:

Motivo Proporção
Desemprego 47,6%
Descontrole de gasto 19,8%
Fiador/Avalista/Emprestou nome 10,9%
Queda de renda 8%
Doença em família 2,9%
Alguém da família ficou desempregado 1,9%
Outros 8,9%

Fonte: ACSP

Renegociação

A maioria das pessoas (52,4%) deve para apenas uma empresa, enquanto 23,9% têm dívidas com duas delas. “Eles devem para lojas, financeiras, bancos e esse é um ponto que o cadastro positivo auxiliaria: o grau de inadimplência. O próprio credor limitaria o endividamento do consumidor”, disse Solimeo.

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Os dados da pesquisa ainda mostraram que 41,9% das pessoas procuraram a empresa para renegociar a dívida. Dessa parcela, 56,9% conseguiram renegociar, com um prazo de pagamento alongado. A maior parte dos endividados (29,1%) tem débitos entre R$ 501 e R$ 1 mil. Se renegociassem o débito, o valor que a maioria dos consumidores (55,1%) conseguiria pagar é de R$ 100, seguido de R$ 101,00 a R$ 200, com 25,6% das respostas.