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SÃO PAULO – O desemprego continua sendo o maior motivo do atraso nas contas dos paulistanos, representando mais de 30% dos casos. As informações são da pesquisa trimestral Perfil do Inadimplente, divulgada nesta quarta-feira (29) pela Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).
Nos primeiros três meses de 2013, os consumidores admitiram que o descontrole financeiro também foi uma das principais razões para a inadimplência. O motivo está em segundo lugar, representando 24% dos respondentes – uma diminuição de 2% em relação à pesquisa anterior.
Nas faixas de renda familiar de até três salários mínimos, o desemprego é a causa preponderante, com 39% dos entrevistados. Já entre os consumidores que ganham de três e dez salários mínimos, o principal motivo é o descontrole financeiro (28%), mesma causa declarada entre as faixas acima de dez salários mínimos (17%). Em terceiro lugar, a pesquisa aponta o empréstimo do nome a terceiros (10%).
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Mais da metade dos inadimplentes declaram possuir uma conta em atraso que causou a restrição, 30% declaram possuir entre duas ou três contas e 15% possuem quatro contas ou mais. Mais de 30% das dívidas não pagas estão abaixo de R$ 500, enquanto 15% têm dívidas acima de R$ 5.000. A maior parte dos inadimplentes tem dívidas entre R$ 500,01 e R$ 2.000.
Tipos de dívidas
O não pagamento da fatura do cartão de crédito e das prestações de carnês e boletos foi o principal fator da inadimplência, informou o estudo. Segundo ele, 28% dos entrevistados declaram ter alguma restrição gerada por uma compra realizada com cartão de crédito. Em seguida, as restrições foram ocasionadas devido ao não pagamento de carnê/boleto (26%), cheques sem fundos (19%), empréstimo pessoal (14%), cartão de loja (7%) e cheque especial (6%).
Três itens se mostraram igualmente importantes quando a pergunta refere-se ao produto ou serviço que causou a inadimplência. Para 15% dos entrevistados, uma das dívidas não pagas se originou da aquisição de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos.
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Da mesma forma, 15% citam a compra de produtos ou serviços relacionados à alimentação como os causadores das dívidas e, outros 15%, citam a compra de vestuário e calçados. Menos de 10% disseram que foi do não pagamento de contas de concessionárias de serviços públicos.
Endividamento
Dos inadimplentes, 8% declaram que não terão condições de pagar suas contas em atraso, contra 4% no trimestre anterior. Dos outros 92% dos consumidores que possuem restrição e esperam ter condições de pagar a dívida, total ou parcialmente, 39% deles pretendem pagar à vista e 61% de maneira parcelada.
Quando perguntados sobre o nível de endividamento e o comprometimento da renda das famílias com o pagamento das dívidas, 20% dos consumidores inadimplentes se declaram muito endividados, 31% acreditam estar mais ou menos endividados e 30% se declaram pouco endividados.
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Quanto à parcela da renda comprometida com dívidas (somando todas as dívidas, com restrição ou não) 19% declaram que mais da metade da renda familiar mensal está comprometida com o pagamento de dívidas. Esse número era de 16% em dezembro de 2012. Quase 50% declaram que até 25% da renda está comprometida com o pagamento de dívidas e 33% declaram ter entre 25% e metade da renda familiar comprometida.